
07/10 - 16:10 - Identidades Contrapostas
Por Herbert Bastos No próximo dia 10 o Instituto Tomie Ohtake vai ser sede da mostra Identidades Contrapostas. Trata-se de um conjunto de obras que busca novas linguagens para a criação da imagem fotográfica com base em diversificados recursos experimentais.A exposição vai reunir cerca de 40 trabalhos de 18 artistas do Acervo Porto Seguro Fotografia. Os trabalhos foram selecionados entre os premiados nas edições de 2001 a 2007, do Prêmio Porto Seguro Fotografia. Segundo o curador e artista plástico Cildo Oliveira, "A mostra elege liberdade conceitual e técnica através de múltiplas exposições, baixas velocidades, fotomontagens e solarizações e conta com pioneiros como Fernando Lemos, com sua série surrealista e German Lorca, com suas experimentações construtivistas". Instituto Tomie Ohtake Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900 |
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26/09 - 02:09 - Um em dois
Por Herbert Bastos A primeira semana de Outubro vai ser cheia para o artista plástico Luiz Aquila. No dia dois, 16 trabalhos inéditos do artista vão ocupar a Marcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte. Essa será a primeira exposição do artista aqui no Rio de Janeiro. Pode- se dizer que trata-se de duas estréias, pois a mostra marca a inauguração da galeria aqui no Rio de Janeiro. Luiz Aquila apresenta 16 trabalhos inéditos,sendo 11 pinturas tinta acrílica sobre tela e cinco aquarelas. Essa exposição será paralela a que ele vai apresentar no Paço Imperial. Já nesta exposição ele apresenta uma nova proposta de trabalho: pinturas com contraste entre cores, além de linhas em diferentes escalas.Tudo isso, a partir do dia 10. Ta dado o reacado. Marcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte Av. Atlântica, 4.240 subsolo lj. 129 Shopping Cassino Atlântico - Copacabana (21)2521 5195 - 2267 3747 www.marciabarrozodoamaral.com.br Paço Imperial Praça XV de Novembro, 48 - Centro (21) 2533-4407 - 2533-4359 http://www.pacoimperial.com.br |
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14/09 - 20:09 - Um enigma de nome Lispector
Por Herbert Bastos Lispector, segundo a própria Clarice, significa Lis (a flor) no peito. Esse sobrenome, ao mesmo tempo claro e enigmático, como grande parte dos textos da escritora, já foi motivo de duras e vazias críticas feitas à autora de romances como A Paixão Segundo G.H e A descoberta do mundo. Antes de publicar o primeiro romance, Clarice já escrevia contos para jornais e revistas. O refinamento do texto da escritora era tanto que, quando venceu a timidez e levou uma crônica para que um editor de jornal avaliasse se o que ela havia escrito poderia ser publicado na edição seguinte,ouviu a pergunta: "Você copiou isso de quem? De quem é esse texto que você traduziu?". Mas isso não foi nada perto da crítica que recebeu de um crítico literário quando publicou o primeiro livro. Antes de ser uma escritora conhecida, Sérgio Milliet escreveu um texto sobre Clarice que continham as seguintes palavras: "Essa escritora com um nome desagradável....Certamente um pseudônimo...". http://www.youtube.com/watch?v=9ad7b6kqyok Mas deixando as críticas à escritora de lado, essas e outras imagens podem ser vistas na exposição Clarice Lispector - A hora da estrela, que está no CCBB, Rio de Janeiro. Ótima oportunidade para entrar em contato com Clarice Lispector. Foi com esse intuito que as amigas Gisele Olivetti, 19 anos, e Thamires Fajardo,18 anos, visitaram a exposição. Gisele acredita que a exposição retrata de forma clara e criativa a obra de Clarice Lispector. Ela também conta que a mostra fez com que ela cohecesse mais um livro da escritora, "Já tinha lido A Hora da Estrela, mas não conhecia A Descoberta do Mundo. Assim que possível vou ler esse livro da Clarice". Assim que Gisele terminou de falar, Thamires disse "Essa exposição fala de coisas do ser humano. Clarice fala do comum de maneira muito peculiar. A melhor parte da exposição são os vídeos que são exibidos". Já Talita Cairrão, 18 anos, pensou que fosse encontrar uma exposição com mais instalações. Ela imaginou que iam ter obras de arte representando contos e crônicas da escritora. "Esperava um pouco mais da exposição, mas tudo aqui está muito lindo. O melhor da mostra é gavetinha 51, em que tem uma mensagem que o filho de Clarice escreveu para ela", disse Talita enquanto me mostrava a gaveta. Como Talita, Virgínia Martins, 22 anos, também imaginou encontrar mais instalações na exposição. "Pensei que fosse encontrar letras voando dentro de uma sala escura, obras de arte representando algum texto da escritora, coisas desse tipo". Mas mesmo não tendo encontrado tudo que imaginou, ela garante que a mostra tem muito a dizer. "As gavetas da exposição lembram gavetas onde se enterra gente morta. Parece uma metáfora para a criação literária da Clarice, ela mesma diz que morre entre um trabalho e outro. Provavelmente essa é uma das propostas da exposição". Olhando por esse viés, a Virgínia tem total razão. Mas as gavetas também podem simbolizar os inúmeros países onde Clarice morou. Como se em cada gaveta ela tivesse guardado uma história, uma lembrança. A exposição termina, tecnicamente falando, numa sala onde há muitas tevês em que são exibidas imagens de pessoas lendo os textos da escritora. Nessa mesma sala, é possível ler alguns livros de Clarice que estão disponíveis para a leitura. Visite a exposição e tenha você mesmo suas próprias conclusões. Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro Rua Primeiro de Março, 66 - Centro (3808-2020), 1º andar Funcionamento: de 3ª a dom., de 10h às 21h Encerramento: dia 05 de outubro. Entrada franca Metrô: Uruguaiana Facilidades para deficientes www. bb.com.br/cultura |
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05/09 - 02:09 - História da pintura no Museu Nacional de Belas Artes
Por Herbert Bastos No próximo dia 18, vai rolar no Museu Nacional de Belas Artes uma palestra ministrada por Zuzana Paternostro. Essa será a primeira de um ciclo de palestras sobre História da Arte que acontecem entre os dias 25/09, 02/10 e 09/10, sempre das 15h45min às 17h30min. Serão analisadas obras-primas representativas do acervo de Pintura Européia antiga do MNBA, envolvendo a produção pictórica exemplar do século XVI ao final do XVIII e suas respectivas origens. Dentre os quadros , destacam-se algumas obras pertencentes à Coleção Real de Dom João VI (1808) e à Coleção Lebreton (1816) e, ainda, doações e aquisições subseqüentes, compondo um histórico indicativo da composição do acervo de Pintura Estrangeira do MNBA. Durante suas exposições, Zuzana Paternostro caracterizará os estilos artísticos abordados com os exemplos mais proeminentes existentes no acervo citado do MNBA.Serão ressaltando os gêneros correspondentes e as técnicas praticadas nos séculos mencionados, dando o devido destaque às obras flamengas, holandesas, italianas e demais oriundas da Península Ibérica. Museu Nacional de Belas Artes Av rio branco, 199 - Cinelândia - centro - Rio de Janeiro - RJ - Rio de Janeiro - RJ - cep: 20040-008 Tel: 21 22400068 www.mnba.gov.br |
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24/08 - 22:08 - Arte e Patrimônio
Por Herbert Bastos Quem passar pelo Paço Imperial a partir de amanhã, segunda-feira, vai poder conferir o trabalho dos artistas Nuno Ramos, Eduardo Coimbra, Carlito Carvalhosa e Paulo Vivacqua. Começando por Nuno Ramos que neste trabalho apresenta a instalação "fodasefoice", tudo resume-se a duas mulheres-estátuas que exibem uma performance quando as palavras "fodasefoice" são acionadas por meio de uma gravação. Já o carioca Edaurdo Coimbra constrói um "Anfiteatro público" Composto por degraus, como os de arquibancada, nos quatro lados, com um centro quadrado. O acesso do público será por um dos cantos do quadrado, a 1,5m de altura. Carlito Carvalhosa, paulista que mora no Rio de Janeiro, se inspirou num rolo de papel translúcido para criar "Estou lá". Cada uma das cinco peças, feita de tecido branco, tem o formato de uma caixa translúcida, aberta em baixo, muito leve e grande. A maior tem 25 metros de comprimento e atravessa duas salas do Paço. "Palavras cruzadas" é uma instalação do artista Paulo Vivacqua. Ela gera um labirinto sonoro de palavras fragmentadas entre frases, sílabas e letras. As vozes se recombinam ao longo do tempo, sugerindo sentidos e narrativas abertas em um jogo sensorial de vozes humanas desconexas PAÇO IMPERIAL Praça XV de Novembro 48 Centro | RJ 21 2533-4407 http://www.pacoimperial.com.br/ |
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12/08 - 00:08 - São Francisco e alguns vizinhos
Por Herbert Bastos "São Francisco e alguns vizinhos" é nome da primeira mostra individual do fotógrafo Carlos Fenerich, que expõe na Galeria Millan, em São Paulo. Com cerca de quarenta imagens em branco e preto, às fotografias do ensaio correspondem ao período em que o artista esteve à beira do Rio São Francisco. Através da lente de sua câmera, Carlos Fenerich conta a história afetiva sobre o local, o povo e a história afetiva dos que vivem às margens do São Francisco. Nas fotografias dele é possível perceber a textura da terra, da água, dos corpos, de construções, nas grandes variações que consegue extrair do branco e do preto, que cá entre nós revela muito mais do que uma fotografia colorida. Carlos Fenerich - São Francisco e Alguns Vizinhos Até 30 de agosto de 2008, de segunda a sexta, das 10h às 19h, sábado das 11h às 17h. Galeria Millan Rua Fradique Coutinho 1360 - São Paulo Tel/fax: 11.3031-6007 - www.galeriamillan.com.br |
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02/08 - 20:08 - Art Breaks: A Arte Pop da MTV
Por Herbert Bastos Quem assiste a MTV sabe quão psicodélicos são os breaks comercias do canal. Imagens que causam espanto, estranhamento, raiva e nojo fazem parte do conteúdo das vinhetas da emissora. Há quem diga que é um erro pensar que todos os breaks têm a mesma estética, ou que determinada vinheta traga boas recordações de um tempo vivido. Quem não tem histórias para contar sobre os Art Breaks da MTV, ainda há tempo. Elas estão em exposição no Oi Futuro. Quando visitei a exposição, conversei com algumas pessoas. João Vicente, 21 anos, estudante de Comunicação Social, já conhecia grande parte dos breaks. Ele visitou a exposição para se lembrar dos tempos de adolescente."Essa exposição é nostalgia pura. Quando vi a vinheta dos indianos me lembrei do dia que vi esse comercial pela primeira vez", diz João que também gostou da interatividade da escolha dos breaks. Na sala onde fica a exposição, existem três telões em que são exibidas as vinhetas. Em balcões, que lembram altos degraus, existem botões parecidos com aqueles de fliperama. Por meio deles, se escolhe qual vinheta assistir. Roberto Figueroa,28 anos, que trabalha como design de vídeos, diz que as vinhetas são completamente diferentes umas das outras e que as histórias contadas nos breaks são únicas. "É um erro pensar que todos os vídeos têm a mesma estética. Cada história tem uma idéia diferente, um conceito diferente". Roberto não é só elogios a exposição e a MTV. Ele aponta alguns problemas que, segundo ele, atrapalham os visitantes da exposição. " Eles não disponibilizaram fones de ouvido. Dessa forma, o som do vídeo que está sendo exibido ao lado atrapalha quem assiste um outro break". Ele também conta que visitar a exposição é uma maneira de recordar o tempo que a MTV ainda exibia conteúdo de qualidade, "Hoje em dia a MTV só veicula programas de beijo na boca, eu prefiro não assistir mais". Lia Ferreira, 35 anos, compartilha da mesma opinião que Roberto. Ela não assisti mais a MTV porque agora a maioria dos programas exibidos são ligados a namoro e beijo na boca. "Gostava do tempo que programas como Menina Veneno e TOP 10 MTV faziam parte da grade do canal. Era uma fase antes desses novos VJs entrarem. Acho que faltou isso na exposição, exibirem programas antigos ao invés de somente os Art Breaks". Olhar estrangeiro O Estudante canadense Nathaniel Wolfson, 20 anos, que mora nos Estados Unidos e faz um intercâmbio na PUC-Rio, tem opinião bastante conservadora com relação a MTV e aos Art Braks. Ele considera a MTV americana imperialista ao extremo, ou seja, só exibe clipes de músicas de artistas americanos como se o tipo de música feita por eles fosse superior as demais músicas feitas em outros países do mundo. "A MTV do Brasil é mais pluralista. Ela exibe clipes de artista do mundo inteiro, mas um apelo às músicas americanas ainda é muito forte. O que me surpreende, e não me agrada, nisso tudo é ver o conceito de arte atrelado a marca MTV". Sala especial para breaks inspirados nos trabalhos de grandes artistas Numa sala separada, ao lado da principal, são exibidos somente breaks inspirados em obras de artistas como Dalí, Picasso, Miró,Tarsila e muitos outros. Nessa sala, o ideal é sentar no chão, ou ficar de pé se preferir, e se deliciar com a metalinguagem dos artistas que produziram os Art Breaks da MTV. Mais uma dica, chegue cedo para a exposição. O bom é assistir a todos os breaks, para isso você precisa pelo menos duas das 24h que o dia tem. Passe lá antes de ir para praia, pois às 20h às portas do Oi Futuro se fecham. Art Breaks: a MTV e a cultura visual contemporânea Oi Futuro: Rua Dois de Dezembro, 63 - Flamengo Visitação: De terça a domingo, das 11h às 20h, até 31 de agosto Classificação etária: livre |
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23/07 - 21:07 - Cristina Canale, na Galeria Roesler
Por Herbert Bastos Cristina Canale lança novo trabalho na cidade de São Paulo.Imagens sobre tela e sobre papel compõem a exposição CRISTINA CANALE, na Galeria Nara Roesler, São Paulo. Esse trabalho gira em torno de cenas nas quais animais domésticos, poltronas e mesas interagem explorando a todo o espaço da tela com esses elementos. Pode-se dizer que a exposição aborda interiores onde cães e gatos são concebidos como seres humanos. Papel Além das pinturas sobre tela são apresentadas pela primeira vez em São Paulo obras em papel. Nesses trabalhos, Canale mistura soluções de cunho pictórico e de desenho. Segundo ela, o papel permite um outro equilíbrio destas linguagens e outra sensibilidade da matéria. O material é outro também. Nos papéis ela utiliza aquarela, crayons, grafite e bastão oleoso, enquanto nas telas usa basicamente óleo e bastão oleoso. |
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09/07 - 16:07 - Vertentes
Por Herbert Bastos Em entre os dias 11 e 26 de Julho, quem passar pelo bairro do Jardim Botânico, Rio de janeiro, não pode deixar de conferir a mostra Vertentes, dos artistas Eduardo Argüelles, Eduardo Camões, Giovanni Gargano e Roberto de Souza. Cada artista trabalha com uma temática diferente. Eduardo Argüelles apresenta uma pintura com composição moderna. Ele retrata mulheres, pássaros e natureza morta. Já Eduardo Camões usa o Rio antigo em suas pinturas. Giovanni Gargano retrata a fauna e a flora das florestas brasileiras.O estilo dele transita entre o figurativo e o abstrato. Diferentemente de Roberto de Souza que retrata a figura humana dentro do estilo realista e romântico. Galeria Ateliê FMourão : Visitação: de 11 a 26 de julho Horário: de segunda a sexta de 10h às 20h e sábados de 10h às 17h Endereço: Rua Saturnino de Brito, 67 - Jardim Botânico. Tel. 3206-0437 Entrada: Grátis |
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24/06 - 15:06 - Nicolas-Antoine Taunay no Brasil: uma leitura dos tr�picos
Por Herbert Bastos Quem ainda não visitou a exposição Nicolas-Antoine Taunay no Brasil: uma leitura dos trópicos,tem até o dia seis para fazê-lo. Sem dúvida um dos artistas da missão artística francesa que com sua visão crítica e paixão pelo Pão de Açúcar melhor retratou oRio de Janeiro pós 1.808. Quem quiser saber mais sobre Nicolas-Antoine Taunay, basta assistir a palestra da historiadora Lilia Schwarcs que acontece amanhã, dia 25, às 15h , no Museu Nacional de Belas Artes. MNBA Avenida Rio Branco, 199 - Cinelandia - tel: 2240-0068 |
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