A casa dos mortos

Produzido por James Wan, filme mistura trama policial e eventos sobrenaturais

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11 de fevereiro de 2015

Escrito e produzido por James Wan, uma das referências recentes do terror norte-americano, e confiado ao novato Will Canon, de “Brotherhood” (2010), “A casa dos mortos” engrossa a lista de lançamentos voltados ao público jovem, filão que não costuma agradar aos aficionados do gênero, mas conta com a audiência cativa da molecada, que garante retorno financeiro a produções cujo baixo orçamento justifica o lançamento.

Em “Demonic” (no original), o detetive Mark Lewis, interpretado por Frank Grillo (“Capitão América 2: o soldado invernal”, 2014), e a psicóloga Elizabeth Klein, vivida por Maria Bello (“Os suspeitos”, 2013) investigam a morte de cinco jovens em um ritual para evocar espíritos em uma casa abandonada a partir do depoimento de John (Dustin Milligan), o principal suspeito da chacina.

A Casa dos Mortos

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O filme se apoia na ideia clássica da casa mal assombrada que influencia o comportamento das pessoas em seu interior, presente em clássicos como “Horror em Amityville” (1979) e em obras mais recentes, como “A face do mal’ (2013). Tratando-se de uma premissa já desgastada, é natural que existam altos e baixos nas produções que a adotem e que a inserção de outros elementos na trama se torne necessária ao menos para que se tente apresentar algo diferente.

A Casa dos Mortos

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Canon faz isso ao dar contornos de suspense à obra, alternando sequências de terror com momentos puramente policiais, em que a investigação das mortes se sobrepõe a elemento sobrenatural. Nesse ponto, a estrutura narrativa se assemelha à de “O exorcismo de Emily Rose” (2005), sem conseguir, contudo, alcançar o mesmo nível do filme de Scott Derrickson, uma das referências modernas do gênero.

A Casa dos Mortos

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Ainda que a obra trabalhe com competência os clichês do cinema de terror (ao menos não os torna cansativos), especialmente oo derivados da linguagem found footage, Canon mostra-se muito mais à vontade quando foca seu olhar na trama policial, com a qual parece mais acostumado.

A Casa dos Mortos

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O resultado é um filme irregular e que exige certa boa vontade com as coincidências de que o roteiro depende para se desenvolver. Apesar disso, “A casa dos mortos” mantém bem o ritmo e sustenta o interesse da audiência, qualidades suficientes para agradar ao seu público alvo.

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A Casa dos Mortos (Demonic)

Estados Unidos e Reino Unido, 2015.

Direção: Will Canon

Com: Frank Grillo, Maria Bello, Dustin Milligan, Cody Horn, Megan Park, Scott Mechlowicz, Aaron Yoo, Alex Goode.

Avaliação Celso Rodrigues Ferreira Junior

Nota 3