Dragon Ball – O Renascimento de Freeza

Renovação saudosista e equilibrada para reintroduzir uma nova saga para TV

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18 de junho de 2015

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Após a chegada nos cinemas de “The Last Naruto”, o próximo mangá/animê a ser lançado na tela grande é “Dragon Ball Z: O Renascimento de Freeza” de Tadayoshi Yamamuro, continuação direta de “Batalha dos Deuses” e introdução para uma renovada saga em desenho animado para a TV. O tema e personagens, todos os fãs já estão acostumados, e, diferente do filme de Naruto que era inteligível para todo tipo de público, este exemplar de Dragon Ball funciona muito melhor para os já iniciados. Senão, pode passar como uma mera animação de pancadaria.

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O cerne se concentra na ressurreição de um dos maiores vilões que Goku e seus amigos já enfrentaram. Enquanto o herói e seu rival/amigo Vegeeta treinavam com as divindades que foram vilões no filme anterior, asseclas do Império Intergaláctico reúnem as esferas do dragão para trazer Freeza de volta a vida, que ataca a Terra. Neste momento todos poderão matar saudades de personagens queridos, como Buma, Piccolo, Kuririn e Mestre Kami, e até de maneira mais significativa do que andavam sendo aproveitados desde que os protagonistas ascenderam a níveis de poder tão grande que os demais personagens, mesmo antigos vilões que de tão carismáticos e queridos foram se tornando amigos após darem tanto trabalho para serem vencidos, tornaram-se todos irrelevantes.

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Mas a grande espera mesmo era para ver a luta principal. Com menos violência que foi editada, e com menos coisas em risco (principalmente o risco de uma luta durar mais de 50 capítulos), o que acaba sobrando é uma boa animação em que até o outrora antigo maior vilão também se tornou um pouco irrelevante. No máximo sobrando desenvolvimento de personagem para Goku, como aprender que às vezes grandes poderes trazem grandes responsabilidades, e que às vezes seu excesso de piedade pode se voltar contra si. E agora ao invés de dourados os guerreiros sayadins, raça à qual pertence Goku e cia, ficam à la ‘azul é a cor mais quente’. Fãs irão à loucura com as referências e este retorno às sensações da saga original, neste exemplar bem mais equilibrado entre a comédia escrachada e a ação do que o filme predecessor. Mas não há muito além ali sem o envolvimento emocional de centenas de capítulos, a não ser quando as novas gerações forem reapresentadas ao desenho na nova série rebootada para a Tv.

Avaliação Filippo Pitanga

Nota 3