Entrevista com cineasta Cavi Borges, produtor de “Dois Casamentos”

A união de Cavi e o mestre Luiz Rosemberg Filho renderá mais filmes

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24 de julho de 2015

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O cineasta Cavi Borges, também produtor do mais recente filme “Dois Casamento$” cedeu ao Almanaque Virtual uma entrevista exclusiva sobre seu trabalho diretamente com o vanguardista diretor Luiz Rosemberg Filho, e o resgate das obras do mestre juntamente com os novos longas metragens que já estão realizando em conjunto:

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1) Caví e Rosemberg, como este trabalho conjunto de Mostra, documentário e a produção de Dois Casamento$ rendeu ótimos resultados, vocês têm novos projetos conjuntos à vista? Qual seria o próximo filme?

Sim! Vamos fazer o longa de ficção: “GUERRA DO PARAGUAI” – que devemos filmar já agora em agosto (de 8 a 16 de agosto) Nesse novo filme, ao invés do casamento, ele critica as guerras e a violência do mundo .

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2) Como foi a direção de atrizes em “Dois Casamento$”? Houve tempo para ensaios mais rígidos ou houve espaço para improvisos, já que os ângulos de câmera são bastante certeiros e intimistas junto à atuação?

Três meses de ensaios com as atrizes. Pouca improvisação na verdade.

3) O que Rosemberg acredita que seja o cinema nacional atual e com o que mais se identificaria das novas correntes?

Luiz Rosemberg Filho é muito crítico em relação a nova geração do cineastas no Brasil. Ele prefere cineastas dos anos 60 e 70 como Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra, Joaquim Pedro de Andrade, Andrea Tonacci e o grande GLAUBER ROCHA. Lá de fora ele ama Godard, Visconti e Straub.

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4) Como se insere a antiga filmografia neste novo cenário e de que forma ela se adapta a co-existir ou até revolucionar um pouco o que anda sendo feito?

Sua filmografia antiga tem atraído uma nova geração que admira e se inspira nesse cinema de invenção-marginal dos anos 60 e 70. Rosemberg foi um dos primeiros a migrar pro Digital e se adaptou bem rápido nessa nova realidade. Seu curtas colagens lembram bastante alguns filmes de Godard (grande influência de Rosemberg), mas também se parece com esses filmes atuais que se utilizam de imagens da internet e de arquivo ‘resignificando-as’. Isso é extremamente moderno e contemporâneo. Não sei se REVOLUCIONAR seria a palavra certa, mas trazer pensamentos e formas diferentes com certeza ele faz muito bem!!! Pensar nas imagens e seus significados de forma AFETUOSA! Isso é o cinema de Luiz Rosemberg Filho

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