Golpe Duplo

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21 de março de 2015

No século XIX a vida era diferente. Com o mundo se expandindo, novas cidades surgindo, revolução industrial acontecendo, o mundo nunca mais seria o mesmo. Novas formas de pensar iam surgindo e culturas exóticas passavam a se tornar mais acessíveis. No mundo do entretenimento, a fantasia como conhecemos dava seus primeiros passos. Neste período, podemos identificar a Era de Ouro dos circos itinerantes.

As cidades se preparavam para receber o circo. Era o evento sobre o qual todos comentavam. Mais de um século depois, os circos perderam muito de sua força enquanto as expectativas do entretenimento atual voltam seus olhos, ano após ano, para os grandes lançamentos do cinema mundial.

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Se olharmos atentamente, várias atividades que emocionam a plateia do circo podem ser identificados no cinema moderno. Os filmes de comédia fazem rir, como os palhaços. Os heróis de ação fazem seu malabarismo, tal qual os trapezistas. E os mágicos? Esses podem ser identificados em um subgênero, conhecido como “filmes de assalto”. E é nesse contexto que se encontra “Golpe Duplo”, novo filme de Will Smith.

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Na trama, Will Smith é Nicky Spurgeon, um trapaceiro profissional, que começa a treinar uma novata na profissão (Margot Robbie), até os dois se apaixonarem. Entre um golpe e outro, Nick tem que lidar com um perigoso adversário, um jovem bilionário dono de uma empresa de carros (Rodrigo Santoro).

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Fazendo o paralelo entre os mágicos e os “filmes de assalto”, vemos que, para a trapaça se tornar agradável, ela deve ser tratada com elegância. Nesse aspecto, “Golpe Duplo” acerta ao tratar seus personagens e todos os cenários, por mais simples que sejam, de forma a torná-los atraentes. E o filme atinge um tipo de público que não se importa em ser enganado. Mais que isso: deseja ser.

Golpe Duplo (Focus)
Estados Unidos, 2015. 105 min.
De: Glenn Ficarra e John Requa
Com: Will Smith, Margot Robbie, Rodrigo Santoro.

Avaliação Gabriel Gaspar

Nota 3