Por Raphaela Ximenes
No último domingo, dia 20 de julho, o Anima Mundi se despediu do Rio de Janeiro, partindo para mais uma semana de animação em São Paulo. Foram duas semanas intensas para os amantes do gênero, com produções que agradavam a todos os gostos. A França foi um dos maiores destaques desse ano, tendo grande parte de suas produções premiadas, o que não é surpresa, já que as melhores escolas de animações atualmente estão naquele país. O Brasil também não ficou para trás, onde o curta "Dossiê Rê Bordosa", de César Cabral, ganhou o prêmio do Júri Popular de Melhor animação Brasileira, Melhor Curta-Metragem e o Prêmio Aquisição Canal Brasil, parceiro do Festival pelo segundo ano seguido.
Outro destaque foi a mostra "Portifólio", que normalmente exibe vários trabalhos de um mesmo artista. Nesse ano o portifólio foi composto por filmes de encomenda, onde seria premiado o melhor comercial, ou vídeo-clip ou vinheta feita para um determinado fim. O grande vencedor foi o comercial "Sony Bravia: Play-Doh" de Frank Budgen e Darren Walsh (Reino Unido).
Na volta da mostra competitiva para Longas-metragens, o grande vencedor foi "Delgo", de Marc F. Adler e Jasin Maurer, dos EUA. "Princess", de Anders Morgenthaler (Dinamarca), ficou com o segundo lugar e "Idiots and Angels" de Bill Plympton (EUA), ficou em terceiro. Entre as animações infantis, o excelente "Um Dia de Sol" de Gil Alkabertz (Alemanha), foi o grande vencedor.
Já a Premiação do Júri Profissional, formado por 34 profissionais, escolheu os favoritos entre as seguintes categorias, Melhor Trilha Sonora para "KFJG Nº 5" de Alexei Alexeev (Hungria). Melhor Roteiro para "La Maison en Petits Cubes" de Kunio Kato (Japão). Melhor Direção de Arte para "Yours Truly" de Osbert Parker (Reino Unido). Melhor Animação para "Madame Tutli-Putli" de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski (Canadá). Melhor Filme de Encomenda para o já citado "Sony Bravia - Play-Doh" de Frank Budgen e Darren Walsh (Reino Unido).
Além das exibições das animações, mais uma vez o público adorou participar dos workshops. O que fez mais sucesso entre o público do festival foi o que utiliza a técnica de animação "Pikapika", do grupo japonês Tochka, onde era possível desenhar no ar com luzes. As crianças também puderam exercitar seus lados criativos com as oficinas para os pequenos, no foyer do CCBB e na Casa França Brasil, que este ano foi enfeitada como uma grande galeria de arte, provando que animação é arte.
É nítida a sensação de que o Anima Mundi cresce a cada ano em que acontece. Cada vez mais se entende o valor da animação no Brasil como expressão artística e cultural, o que explica a importância do Festival, que este ano em sua edição em São Paulo contará com o "Anima Forum", que debaterá o mercado de animação no Brasil. O que leva a crer que ainda contaremos com muitos anos de Anima Mundi pela frente.
