Por André Gordirro
05/06/2009
Como o meu texto foi alterado quando de sua publicação no Jornal do Brasil, bem como a nota mudada, utilizo esse espaço para publicar o texto original.
Nem sempre convocar caras novas tira uma série do marasmo. Deu certo com o excelente "Star Trek", mas O Exterminador do Futuro: A Salvação ainda sente a falta do comando criativo de James Cameron, pai da criança que não trabalhou no último capítulo, "A Rebelião das Máquinas" (2003), e infelizmente também não deu expediente nessa retomada cometida por McG ("As Panteras"). Visualmente soberbo, com som e efeitos especiais de primeiríssima, o filme parece ter sido escrito por três macacos diante de um processador de texto. De bom mesmo, só a intenção de arejar o conceito ao ambientar a trama no futuro pós-apocalíptico visto apenas de relance nos dois primeiros filmes. Aqui acompanhamos o salvador da humanidade John Connor (Christian Bale, perdido no papel) no incessante conflito com os exterminadores, até que seu caminho esbarra no de Marcus Wright (Sam Worthington), sujeito que esconde um grande segredo. Os paradoxos temporais - praxe da saga - nem são o problema do roteiro, e sim a inconsistência da história, as cenas mal escritas, e a falta de imaginação galopante que repete mais do que mesmo. Dá vontade de voltar no tempo em exatos 25 anos e rever "O Exterminador do Futuro" original.
