Por Américo Torquato (interinamente)
08/07/2009
A pedido da redação do Almanaque Virtual, venho a público tornar pública esta notícia a fim de desfazer rumores de que o grande Marcolindo Toledo, o repórter sem medo, havia sido demitido. Sinceramente, antes fosse. Porque a quantidade de colunistas, funcionários e colaboradores do Almanaque Virtual que estão de quarentena forçada devido a possibilidade de contágio não é pequena. Assim que chegou da Argentina, no fim do mês passado, Marcolindo passou na redação pra contar as novidades. Ele não parou de tossir um só minuto, mas ninguém, nem ele, desconfiaram de nada. Só no dia seguinte na parte da tarde, que recebi um telefonema dele tiritando de febre. Diante do que tenho lido e depois das medidas adotadas pelo Ministro da Saúde José Gomes Temporário, disse a Marcolindo que procurasse imediatamente uma unidade de referência. Mas devido à febre, delírios, sei lá, ela já devia passar dos 40°, Marcolindo foi se enfiar num chiqueiro por equívoco devido ao nome da gripe. Aliás, de suína ela não tem nada. Até os torcedores do Palmeiras já me desfizeram essa dúvida. Trata-se da gripe INFLUÊNCIA H1N1, eu estou por dentro, fiquem descansados. Mas o que mais me preocupou foi a demora no atendimento ao famoso colunista. Tão logo se achou, ele pegou um ônibus da viação Castelo/Bananal e rumou para o verdadeiro posto de referência da doença, o Hospital Afunda dão. Estive lá essa semana para visitá-lo e os médicos disseram que seu estado de saúde é satisfatório. Mas não entendi porcaria nenhuma sobre este "satisfatório". Só sei que me intrigaram algumas manchas vermelhas que vi no corpo de Marcolindo pelo vidro do quarto. Mas logo, logo tudo foi esclarecido. Na viagem de ônibus até o Crementino Flagra, Marcolindo acabou levando uns safanões daqueles mal educados passageiros, só porque foi o tempo todo espirrando em cima daquele povo medíocre.
Portanto, fica aqui o alerta: se você sentir febre alta, mau cheiro e uma vontade irresistível de assistir a jogos do Palmeiras, entre em contato urgente por e-mail com a redação ou o atendimento do Almanaque virtual, que já providenciou uma charrete de plantão para conduzir o paciente até o hospital sem perigo algum de contágio.
Mudando de assunto, não poderia me esquecer de falar sobre o pagode/churrasco que o dedicado, coerente e disciplinado atleta Adriano do Flamengo me convidou. O grande Imperador, não esqueceu um detalhe sequer. Caxias como sempre e pontual até demais, o frondoso goleador escolheu a melhor laje possível e as melhores companhias. Tinha gente até do BOPE no pedaço. A carne era de primeira, comprada ali mesmo na Rocinha. Não me lembro de ter sido tão bem servido. Só recusei a carne de porco por precaução. No mais, rolou de tudo. Muita Cerveja Sol, Guaraná da marca Convenção e muito samba. Era um tráfico danado de cabrochas descendo e subindo a ladeira. Volta e meia ouvia uns foguetinhos 12x1, numa alegria muito expirada, como dizia o Imperador e também contagiante. Por alguns momentos em meio ao som dos fogos, via talco no ar. A noite brilhava me fazendo lembrar até o pó de arroz da torcida tricolor usado na final contra a LSD. E olha que por pura coincidência, era um 2 de julho. Data que um bom torcedor do Fluminense não esquecerá jamais.
Até a próxima oportunidade interina, ou definitiva caso Marcolindo não venha a resistir. Mas eu não desejo isso a ele. Jamais desejaria, tanto é que já solicitei ao governador Sergio Álvares Cabral, uma UPA Neguinho 24 horas só pra cuidar dele assim que se recuperar. Amigo é amigo.




