Por Andréa Gebel Rodrigues
03/09/2009
Confesso que não sou muito fã de um dos programas mais populares da Rede TV, o Superpop. Mas entre uma e outras passadas de canal essa semana, deparei-me com a seguinte chamada: "Padre de Igreja tal... procura namorada no programa". Tá bom, vamos combinar que Luciana Gimenez já teve seus baixos (e esses já foram vários!) desde que começou a apresentar o programa, que aliás só o conseguiu por ter tido um relacionamento ultra rápido com ninguém mais ninguém menos do que Mick Jagger. A apresentadora é famosa pelos seus shows de baixaria gratuitos que por sua vez, acabam dando muita audiência para a emissora. Mas dessa vez o limite foi alcançado, extrapolado.
A falta de criatividade que impera no programa e a tentativa fracassada de ressucitar "artistas" como ex. Big Brothers e Ex. integrantes de Dominós (sim, Rafael Ilha) já deram o sinal vermelho no limite do tolerável.
Será que a produção de matérias não apelativas é algo difícil de ser feito hoje em dia? Pois na televisão tudo vale. Inclusive um padre querer uma namorada!
Me perguntei depois de uma noite frustante, qual seria o papel da censura naquilo tudo? Afinal de contas, já basta de sensacionalismo. Chega! Estamos saturados. São programas como o de Luciana Gimenez que contribuem para a alienação do público, fazendo uso de um espaço que seria supostamente reservado para a informação e cultura.
Acabei me lembrando que estava no Brasil, e por aqui cultura já não vende. Seja bem-vindo a república de bananas, meu caro! Nesse país tudo é possível.

