Por Américo Torquato - Nosso em viado especial
12/09/2009
Direto de Monza GLS Itália
Por causa dessa fofoca toda envolvendo o Nelsinho Piquet sobre uma possível batida intencional no grande prêmio da Malásia de 2008, paguei do meu bolso uma passagem da Varig para Torquato conferir de perto esse episódio polêmico. Tão logo nosso repórter chegou a Itália, me telefonou a cobrar da casa do Berlusconi, a fim de esclarecer o ocorrido. A ligação estava cheia de ruídos e gemidos estranhos, gritinhos femininos e um som de correria que mais parecia um trenzinho. De repente a ligação caiu como se alguém tivesse tocado em alguma coisa. Mas logo meu telefone tocou de novo e ouvi o "Alonso" de Torquato.
Confesso a vocês que depois do que ouvi, fiquei mais tranqüilo. Antes desse bafafá, uma fã exaltada de Nelsinho que trabalha no show do Luciano Hulk, me dissera que ele havia batido para beneficiar o nosso Rubinho Barrilchelo, o que foi a mais pura cascata. Segundo Torquato, Kid Nelsinho, filho do rei Roberto Carlos (há controvérsias que seja filho de Piquet), bateu por duas razões: desgaste nas pastilhas de freio do seu Renault 72, e pneus carecas que não aderiram às ranhuras do circuito. Uma balela esse papo de proposital. Todo mundo sabe da fama e do Curriculum Vital do chefe da equipe Flávio Briatore, neto do primeiro piloto e músico da Fórmula 1 Beethoven, que foi na verdade quem compôs o tema da vitória, música tão cantada nas derrotas do Flamengo hoje em dia. Eu fiquei convencido da verdade na hora. Ainda mais partindo de quem partiu a noticia, o recatado Primeiro Ministro Italiano, que resolveu contar tudinho a pedido do Papa. Aliás, essa tal de Telemetria, não prova coisa nenhuma, segundo Sua Santidade.
Achar que foi uma atitude proposital de Nelsinho é pura burrice e maldade. Até porque era impossível ele andar acima dos 60 km naquele trecho da pista. A prefeitura carioca a convite da FIA (Federação Ilícita Argentina) instalara dois pardais eletrônicos, que além de sujarem a pista, fotografavam a placa dos infratores, sujeitos a multas pesadas com débito automático na conta do Prefeito Eduardo Paes Cabral.
Francamente, acusar o chefão Briatore de ter induzido, aliciado ou até mesmo possuído Nelsinho, é coisa de mau elemento. A relação dos dois na F1, eu acompanhei daqui da minha Telefunken, nas narrações animadas e amistosas de Gavião Bueno e Reginaldo Leme, meus vizinhos aqui no morro Chapéu Mangueira, não deixavam dúvidas do bom entendimento e extremo carinho entre os dois. Todos na equipe, com exceção do Alemão da DPaschoal, são enfáticos em afirmar que rolava um clima entre Kid Nelsinho, Briatore e o espanhol naturalizado português Fernando Alonso.
Eu, Marcolindo já coloquei de sobreaviso meu chefe no Almanaque Virtual, além de mandar um torpedo daqueles no vaso de minha casa ao nosso brilhante e bem dotado repórter na Itália, Américo Torquato, que caso José Dirceu, presidente da FIA, me convoque ou me arrole como testemunha dos fatos, estarei desde já à disposição para contar o que sei. Desde a infância difícil e sofrida de Nelsinho, como flanelinha e órfão dos iates em Monte Carlo, até a bem sucedida fabricação de blindados da marca Urutu, idéia magistral do ex-piloto e tricampeão de Fórmula 1 e maior amigo do grande e saudoso ídolo da categoria Ayrton Senna, Nelson Piquet Sou Di Maior, para atravessar a linha vermelha e a linha amarela sem maiores riscos e sustos, além é claro, da educação e formação moral e mecânica de Flávio Briatore , na famosa e pacata Chicago dos anos 30.




