Por Andréa Gebel Rodrigues
22/09/2009
VIVER A VIDA
A primeira impressão que tive ao ver os primeiros capítulos de Viver a Vida não foi lá das melhores. Na verdade, ela pareceu ser mais uma daquelas novelas que deveriam ter ficado pelo horário das 6 ou 7. Para começar pela abertura da novela: o ar simples e a musiquinha high-class de entrada representam sem sombra de dúvidas um grande contraste em relação a exuberante e colorida abertura de Caminho das Índias, novela anterior. Em seguida, a heroína da história (Taís Araújo) até agora está com muita pouca graça. Fico inclusive me perguntando se essas suas briguinhas com Luciana (Alinne Moraes) vão durar muito tempo. A única vontade que tenho de ver Helena é quando ela contracena com o personagem de José Mayer e embarca em suas caríssimas aventuras.
Em geral, as novelas de Manoel Carlos possuem uma tendência em focalizar na família brasileira e seus problemas. Mas penso que quando os personagens possuem realidades muito diferentes do brasileiro,
(no caso de Viver a vida, são famílias ricas, muito ricas!) creio que fica um pouco difícil para ele se identificar com eles. Até agora, tirando a família de Helena que luta contra as complicações da irmã Sandra, e a Ariane que sofria até pouco tempo com o marido, os outros personagens me parecem ser em outras palavras, caricaturizados. Ou seja, o personagem de José Mayer por exemplo, poderia ser comparado ao Johnny Bravo, que é forte, belo e poderoso. Em contrapartida, os gêmeos Jorge e Miguel (Mateus Solano) são respectivamente Batman e Robin, brigam mas um não consegue viver sem o outro. E Lília Cabral, em uma comparação radical veria Tereza igualada a Cruella.
O ar que sinto de Viver A Vida por enquanto é um ar supérfluo, de realidades superficiais, bate- bocas sem graça e futilidade absurda. Ufa! Espero que a novela melhore em breve. Senão vou acabar escrevendo uma carta para o Manoel Carlos...



