A história da escravidãode Olivier Pétré-Grenouilleau
Em A história da escravidão, o autor francês Olivier Pétré-Grenouilleau analisa não só a organização produtiva desse sistema, mas as raízes deixadas pela escravidão na maneira da humanidade conceber e interagir com o mundo. A obra busca responder a três questões que podem parecer simples, mas delineiam uma investigação sobre a história da humanidade a partir das marcas deixadas por tal sistema: o que é realmente escravidão? Por que apareceu” e como evoluiu? Como, afinal, conseguimos aboli-la por toda parte, ao menos oficialmente, embora muitas vezes ela ainda resista de forma clandestina? Com um texto acessível e didático, o autor resgata as origens da escravidão e seus desdobramentos ao longo da história para mostrar o desafio colocado nos dias atuais por alguns de seus legados, como o racismo e as segregações.
Nas palavras de Beluce Bellucci, que assina a orelha da obra, “relação social tão antiga como moderna, a escravidão é tão fácil de entender como difícil de conceituar. O tema é estudado por intelectuais brasileiros como Gilberto Freyre, Manolo Florentino, Alberto da Costa e Silva, Jacob Gorender, entre outros, com diferentes pontos de vista e escopos. A história da escravidão, de Olivier Pétré-Grenouilleau, imprime atualidade ao debate teórico e à exigência da prática política, social e cultural brasileira.
A história da escravidão, publicado no âmbito do Ano da França no Brasil, contou com o apoio do Ministério francês das Relações Exteriores e Europeias.
Trecho da obra
A escravidão é um assunto particularmente doloroso e chocante, um crime contra a humanidade, que provoca nossa indignação. É espantoso que tenhamos conseguido conviver com ela durante tanto tempo. Mas bons sentimentos e julgamentos morais não bastam: se quisermos combater de maneira eficaz uma prática tão frequente na história do mundo, temos de nos esforçar para compreender o que ela favoreceu, por que foi imposta por tanto tempo e como pôde ser admitida.
Ora, o que sabemos sobre a escravidão hoje? Muito e ao mesmo tempo muito pouco. Sabemos muito, porque essa prática suscitou inúmeros estudos. Mas também sabemos muito pouco, porque é difícil ter uma ideia clara sobre um fenômeno cujas origens remontam a no mínimo 3 mil anos antes da nossa era e que se desenvolveu em maior ou menor grau na maioria das sociedades humanas. Não dizem também que a escravidão ainda existe ou cresce praticamente debaixo do nosso nariz?
Sobre o autor
Oliver Pétré-Grenouilleau é historiador francês e nasceu na cidade de Rumilly em 1962. Professor do Instituto de Estudos Políticos de Paris (IEP, Sciences Po) e membro-honorário do Instituto Universitário da França, é autor de diversos livros, entre eles, La démocratie aux États-unis et en Europe de 1918 à 1989 (Bréal, 2000) e Les traites négrières: essai d’histoire globale (Gallimard, 2004).
Serviço:
Autor: Olivier Pétré-Grenouilleau
Tradução: Mariana Echalar
Orelha: Beluce Bellucci
Título original: L’histoire de l’esclavage
Páginas: 152
ISBN: 978-85-7559-152-9
Preço: R$ 32,00
O zoo de JoaquimTexto e ilustrações de Pablo Bernasconi
Sentado ao redor de um aparelho de telefone antigo, um ralador de queijo, engrenagens, molas e outras peças que pareciam já não ter mais nenhuma serventia, Joaquim tem uma grande ideia: usar os cacarecos para montar dez animais! O pequeno inventor passa então noites e dias trabalhando, e o resultado? Uma ave exótica feita com um espanador, um galo feito com uma buzina e um despertador, um elefante a partir de uma corneta e outros animais nada convencionais que vão compor este curioso zoológico.
Em seu sétimo livro publicado pela Girafinha, Pablo Bernasconi utiliza a técnica de colagem, que já é característica de seu trabalho, para ilustrar esta história contada em versos e com muito bom humor, e assim mostrar que, quando estamos sozinhos, a criatividade pode ser nossa melhor companheira.
Pablo bernasconi é designer gráfico, ilustrador e escritor. Nasceu em Buenos Aires em 1973, mas atualmente reside na Patagônia. Iniciou sua carreira em 1998, no periódico argentino El Clarín, e hoje também colabora com jornais estrangeiros como The Wall Street Journal e The New York Times, entre outros. Seus diversos livros infantis foram traduzidos para o inglês, espanhol, coreano, alemão e português. Incluído no Luzers Archive (Alemanha) como um dos 200 melhores ilustradores do mundo, Bernasconi já conquistou diversos prêmios mundo afora, dentre eles: quatro prêmios de excelência concedidos pela Society of Newspaper Design; World Book Day (2004); UK Association of Illustrator 29 Awards Annual em 2005 e Zena Sutherland de Literatura Infantil 2006
concedido pela Universidade de Chicago, nas categorias melhor texto e melhor livro do ano (O diário do Capitão Arsênio). No Brasil, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil indicou Vaca branca, mancha preta (Girafinha, 2007) para constituição do Acervo Básico. Do autor, a editora também pulicou Hipo pode nadar; O diário doCapitão Arsênio; O mago, o horrível e o livro de feitiçaria; Excessos e exageros; Super-herói ou supervilão e Telônio, o ambulante do espaço.
Serviço:
32 páginas | Brochura
15,5 x 15,5cm
Lançamento: dezembro de 2009
Preço sugerido: R$ 25,00
Se eu fechar os olhos agora"Numa manhã de sol de abril de 1961, dois meninos encontram, por acaso, o corpo dilacerado de uma mulher. A partir desta macabra descoberta, que mudará para sempre suas vidas, Edney Silvestre autopsia, com a fina sensibilidade de um raro prosador, a essência da nossa sociedade. O corpo de Anita, a morta, transubstanciado no corpo do Brasil." - Luiz Ruffato
"Edney Silvestre não me surpreendeu com o romance Se eu fechar os olhos agora: sua penetração psicológica, respeito e visão aguda das questões literárias ao entrevistar autores demonstrava que ali havia um escritor de primeira." - Lya Luft
"Um thriller envolvente, que vai em busca da infância de suas criaturas, num romance que nos enreda pelos diálogos ágeis, bem-humorados, inteligentes." - Livia Garcia-Roza
Depois de três livros em que reúne crônicas, memórias e entrevistas, além de textos incluídos em coletâneas, o escritor e jornalista Edney Silvestre estréia na ficção com um romance pungente e emocionante. Com o olhar experiente e a sensibilidade de quem já cobriu alguns dos eventos mais marcantes da história mundial recente - dos atentados de 11 de setembro às torres gêmeas do World Trade Center em Nova York à histórica visita do Papa João Paulo II a Cuba, passando por uma série de reportagens sobre o Iraque antes da derrubada de Saddam Hussein -, o autor combina lirismo e registro histórico em SE EU FECHAR OS OLHOS AGORA, ao narrar a investigação de um crime brutal durante um dos períodos mais importantes da história brasileira.
Em abril de 1961, Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar pelo espaço, deixava a órbita terrestre, descortinando um universo de possibilidades para a Humanidade e uma vitória tecnológica num século que parecia caminhar para uma era de relativa paz, progresso e justiça social. No mesmo dia, em uma pequena cidade da antiga zona do café fluminense, dois meninos de 12 anos- de classe média baixa, um filho de ferroviário, outro de açougueiro - encontram o corpo mutilado de uma linda mulher às margens de um lago onde vão fazer gazeta. Assustados, os garotos chamam imediatamente a polícia e passam por um duro interrogatório, no qual são tratados mais como suspeitos do que testemunhas.
A brutalidade do assassinato e o descaso absoluto com o ser humano impressionam os meninos, que não aceitam a explicação oficial do crime, segundo a qual o culpado seria o marido, o frágil dentista da cidadezinha, motivado por ciúme. Começam uma investigação ajudados por um senhor que mora no asilo da cidade, um ex-preso político da ditadura Vargas, que esconde a motivação para seu interesse no assunto. Dele, os meninos ouvem um aviso que marca o começo de um turbilhão de acontecimentos surpreendentes: "Nada neste país é o que parece."
Em pouco tempo, eles percebem que a mulher tem uma estranha ligação com os homens mais importantes da cidade e que seu passado é nebuloso, repleto de mentiras. A investigação irá desvendar ainda um perverso painel em que violência sexual, racismo, corrupção e espúrias alianças políticas - que tentam a qualquer custo manter o poder - se misturam, numa época em que o Brasil caminha para a industrialização. Para os meninos, será um terrível caminho de amadurecimento e chegada à vida adulta, ainda no início da adolescência.
Em sua estréia literária, Edney Silvestre constrói uma trama eletrizante e comovente, repleta de referências a um dos momentos mais importantes do cenário político e cultural do Brasil e do mundo. Com uma linguagem culta e refinada, o autor expõe com crueza a maldade humana, e é capaz de mergulhos psicológicos de imensa sensibilidade, sem deixar de contextualizar seus personagens social e historicamente. Transitando por gêneros tão distintos quanto o policial, o histórico e o romance de formação, Se eu fechar os olhos agora, que levou seis anos para ficar pronto, é uma leitura vertiginosa, que retrata a essência da nossa sociedade.
A CONSPIRAÇÃO CONTRA OS MÉDICIA Renascença italiana ficou marcada nas páginas da História tanto por sua inestimável contribuição nas artes como pelas intrigas, com as políticas papais interferindo na luta pelo poder nos estados-nação, controlados por dinastias familiares, com diferentes níveis de tirania. Mais de cinco séculos depois, um dos episódios mais instigantes deste período acaba de ser desvendado. Em A CONSPIRAÇÃO CONTRA OS MÉDICI, o professor de História Italiana e Literatura Marcello Simonetta revela os bastidores da trama que culminou no célebre atentado a uma das mais importantes dessas dinastias.
No centro da história estão os Médici, poderosa família de mecenas, poetas, políticos, príncipes, mercadores e papas. Durante a missa do Domingo de Ascensão, em 26 de abril de 1478, Giuliano de Médici e seu irmão, Lourenço, jovens líderes da cidade-estado florentina, sofreram um ataque no domo de Florença que resultou na morte do primeiro e em graves ferimentos do segundo. Lourenço acabou se tornando uma das principais figuras da Renascença, experiente líder da República Florentina e patrono das artes - se não tivesse sobrevivido ao atentado, é possível que o talento de Michelangelo houvesse passado despercebido. E talvez algumas das pinturas, esculturas e obras arquitetônicas mais valorizadas da civilização ocidental não teriam sido realizadas.
O massacre surpreendente, um dos mais sangrentos da Renascença italiana - que gerou uma reação violenta da plebe florentina, fiel aos Médici -, veio a ser conhecido como conspiração Pazzi. Entretanto, mesmo sabendo-se que os agressores foram a família Pazzi, rival dos Médici, ainda restavam dúvidas sobre quem realmente teria orquestrado o crime.
Quinhentos anos mais tarde, Marcello Simonetta achou a resposta. Enquanto trabalhava em um arquivo privado na Itália, encontrou por acaso uma carta cifrada de Federico de Montefeltro, duque de Urbino, ao papa Sisto IV. Com o auxílio de um livro de códigos escrito por um antepassado seu, Simonetta desvendou os segredos da carta e encontrou indícios de um plano do papa para obter o controle de Florença. Montefeltro, que por muito tempo acreditou-se ser um grande amigo de Lourenço de Médici, estava de fato conspirando com o pontífice para depor o líder florentino e colocar a família Pazzi, mais facilmente influenciável, em seu lugar.
Em A CONSPIRAÇÃO CONTRA OS MÉDICI, Simonetta esclarece essa trama, mostrando como se configurou e como o fato de Lourenço ter sobrevivido mudou o curso da história italiana por gerações, e leva o leitor a um passeio pela Itália renascentista. No decorrer desta narrativa fascinante, encontramos os personagens mais pitorescos do período, revivemos sua política tumultuada e descobrimos que duas pinturas famosas, dentre elas uma na Capela Sistina, contêm a assombrosa vingança dos Médici.
Uma história de amizade e traição, poder religioso e corrupção moral. A CONSPIRAÇÃO CONTRA OS MÉDICI também mostra de forma conclusiva como as majestosas obras de arte e a política mesquinha da Renascença estão inevitavelmente interligadas. Um livro tenso e instigante que revela uma incrível investigação histórica com elementos reais dos melhores thrillers.
Marcello Simonetta, Ph.D., é doutorado em estudos da Renascença pela Universidade de Yale e professor da Universidade de Wesleyan. Apresenta um programa no History Channel e, em 2007, foi curador de uma exposição sobre a biblioteca de Federico de Montefeltro no Morgan Library and Museum. Reside atualmente em Nova York.
Serviço:
280 páginas
Preço: R$ 44,90
Editora: Record
Os crimes do ABC"Christie merece ser parabenizada pela perfeição de sua invenção." The Times
Há um serial killer à solta, matando suas vítimas em ordem alfabética. A única pista que a polícia tem é um macabro cartão de visitas que o assassino deixa em cada cena do crime: um guia ferroviário aberto na cidade onde a morte acontece.
A Inglaterra inteira está em pânico com a sucessão de crimes - A: Alice Ascher, em Andover; B: Betty Barnard, em Bexhill; C: Sir Carmichael Clarke, em Churston - e o assassino vai ficando mais confiante a cada morte. Seu único erro é pôr à prova o orgulho de Hercule Poirot, um erro que pode ser mortal.
Serviço:
Páginas:256
1° Edição:outubro de 2009
Preço:R$ 16,00
Transformando Necessidades em OportunidadesO empreendedorismo tem sido estudado pelas mais diversas áreas do saber, notadamente as Ciências Humanas, como a Economia, Sociologia, Administração, Psicologia, Educação, entre outras, por ser um dos mais relevantes vetores de transformação dos cenários econômicos, possibilitando a ascensão de classes sociais de baixa renda. É identificado, por economistas e administradores, como uma das principais forças dinâmicas de crescimento e desenvolvimento econômico, gerando riquezas, viabilizando inovações e contribuindo para o progresso do país. O desenvolvimento, inicialmente concebido e atrelado a aspectos filosóficos, políticos e econômicos, adquire em nossos dias uma ótica mais pragmática, integrando-se a outros aspectos como o social, o institucional e o ambiental, fundamentando-se em novos paradigmas e na idéia de cidadania ampla, que pressupõe a inclusão social dos excluídos e uma distribuição de renda mais justa.
Serviço:
Nº de páginas: 192
Formato: 16x23
Preço: R$ 65,00
O livro mais genial que eu já liTexto e ilustrações de Christian Voltz
Quando o autor decide criar uma divertida história, ilustrada com colagens de objetos, sobre uma menina pirata que bebe rum e tem uma pistola a laser, até mesmo o sujeito mais crítico se rende à narrativa. Mas se essa mesma pirata abraçar um ursinho de pelúcia, passear pelo campo em meio aos passarinhos e escovar os dentes antes de dormir, então a coisa muda de figura.
Neste livro genial, Christian Voltz brinca com a relação "autor-obra" ao criar um personagem muito impaciente que critica a ação da história em páginas intercaladas. Desde a capa, o sujeitinho que usa um grande chapéu já resmunga: "Que raios de título é este?". E a coisa só piora quando se nota os pequenos desleixos do autor, que esquece sílabas e deixa personagens inacabados.
Mas contra o mau humor do homenzinho, o autor tem um ótimo remédio: incluí-lo na história para que se apaixone pela protagonista pirata. Será que assim ele se acalma? Segundo o autor, criar um diálogo fictício entre "criador e criatura" foi, neste livro, como imaginar um diálogo divertido com o próprio leitor. Além disso, Christian Voltz acredita que esta foi uma ótima estratégia para levar os pequenos leitores ao questionamento
sobre o status do autor, que muitos adultos tendem a colocar no pedestal e tratar como genial sem muito critério.
Entrevista com o autor
Christian Voltz concedeu uma entrevista à Girafinha. Confira o que autor pensa sobre histórias de piratas, leitores resmungões e até mesmo sobre o amor
Girafinha: Como você teve a ideia de fazer este livro?
Christian Voltz: Eu fiz este livro porque queria questionar as noções de autor eleitor. Eu queria ridicularizar aquela imagem de autores em salões literários, que as pessoas querem colocar em pedestais, como se todo autor fosse um gênio. Sobretudo eu queria ridicularizar a mim mesmo... Com o personagem mal-humorado que acha a história fraca e que me cobra por ter feito um trabalho mal-acabado. Também queria rir das reações do leitor, quando, por exemplo, o personagem chato se irrita porque não existem chouriços de rabo de gato, enquanto o fato de uma menininha passar o tempo lutando e bebendo rum não o incomoda nem um pouco.
Girafinha: Então esta foi a primeira vez que você fez este tipo de experimento, este diálogo entre autor e personagem?
Christian Voltz: Já faz algum tempo que venho pesquisando como criar este diálogo entre criador e criatura. Após vários testes, notei que era necessário criar dois mundos gráficos diferentes: um que seria a história da garota pirata, ilustrado por objetos, e que funcionaria como um livro dentro do livro; e um outro mundo apenas desenhado, mais despojado, que se relacionasse mais diretamente com o leitor, pois o personagem deste segundo mundo também é um leitor - e dos mais chatos!
Girafinha: No final do livro, o personagem mal-humorado é incorporado pelo universo da história da pirata e se apaixona por ela. Você considera esta uma boa solução para acalmar os mais críticos?
Christian Voltz: A conclusão do livro é, na verdade, uma piscadela para o leitor. Para mostrar a ele que em um livro tudo é possível, mas que a palavra final sempre será do autor. Além disso, em meus livros, gosto de falar sobre as coisas que me afetam: os relacionamentos dos indivíduos, a ecologia, a morte... e, é claro, o amor! Afinal, o que é mais importante na vida?
Sobre o autor
Christian Voltz nasceu em 1967 em Estrasburgo, França, onde estudou na École Supérieure des Arts Décoratifs e vive até hoje. Ele escreveu e ilustrou mais de 15 livros para crianças, como Nada ainda? (Hedra, 2007). Trabalha como ilustrador para algumas revistas e dirige curtas de animação. Para maiores informações sobre o autor, acesse o seu site oficial: http://www.christianvolz.com/.
Serviço:
40 páginas
15,5 x 22,5cm - brochura
ISBN: 978-85-7950-002-2
Previsão de lançamento: novembro de 2009
Preço sugerido: R$ 26,00
A causa sagrada de DarwinCharles Darwin aniquilou Adão e colocou os macacos em nossa árvore genealógica. Ao seguir a ciência e renunciar à religião, deu início ao mundo laico moderno. Seu A origem das espécies transformou a maneira de nos enxergarmos no planeta. Incensado ou desprezado, é impossível ignorá-lo. Mas como um integrante da pequena nobreza da Inglaterra vitoriana se tornou um ícone do século XXI? O avô de cabelos brancos que nos espia das sobrecapas dos livros, dos selos do correio e moedas comemorativas?
Em A CAUSA SAGRADA DE DARWIN, Adrian Desmond e James Moore, autoridades mundiais em Darwin, apresentam um enfoque completamente novo para as motivações que levaram o cientista à sua famosa teoria da evolução. O ponto de partida foi a crença abolicionista, a idéia de uma origem comum para brancos e negros. As raízes únicas para todas as raças eram o tema em volta do qual girava todo o projeto humano de Darwin. Era a sua "causa sagrada", a unidade racial.
Desmond e Moore mostram como Darwin estendeu a todas as formas de vida a idéia da fraternidade humana defendida por aqueles que lutavam para abolir a escravidão, desenvolvendo assim nossa visão moderna da evolução. E analisam a fonte do fogo moral que alimentou sua obsessão com nossas origens. Os dois tiveram acesso a cartas inéditas, arquivos, manuscritos e livros raros, que ajudaram a fundamentar sua tese. Reconstroem a trajetória de Darwin, iluminando o caminho que este percorreu depois de voltar da viagem no Beagle, usando suas anotações e rascunhos.
A CAUSA SAGRADA DE DRAWIN restaura o humanismo de Darwin, manchado por tentativas atéias e criacionistas de desmoralizá-lo. Ao reconhecer a herança cristã e abolicionista de Darwin é que podemos compreender realmente a mistura confusa de força pessoal, hesitação pública e radicalismo científico que o levou finalmente a publicar suas idéias. O livro coincide com as homenagens mundiais por conta do bicentenário de seu nascimento e aniversário de 150 anos de A origem das espécies.
Adrian Desmond e James Moore são autores do aclamado Darwin, que ganhou diversos prêmios importantes, entre eles, o Prêmio James Tait Black, o Comisso Prize - prêmio para biografias na Itália -, o Watson Davis Prize e o Dingle Prize. Adrian Desmond escreveu sete outros livros sobre evolução e ciência vitoriana e é integrante da Pesquisa Honorária do Departamento de Biologia da University College London. Entre os livros de James Moore temos The Post-Darwinian Controversies e The Darwin Legend. É professor de História da Ciência da Open University e atualmente está pesquisando a vida de Alfred Russell Wallace.