Não sou Lorena

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17 de novembro de 2014

Olivia Seguel Garcia é uma atriz em busca de ascensão em sua carreira, mas que tem de conviver com problemas pessoais de ordens diversas. A personagem vivida por Loreto Savena apresenta uma enorme dificuldade de se relacionar com os seus, especialmente com sua mãe Eleonora (Paulina Garcia), que tem um claro problema de insanidade, o que faz incomodar sua herdeira e que se manifestaria como um temor maior no decorrer da fita.

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O plot principal gira em torno de ligações de cobrança, em nome de Lorena Ruiz, uma moça que Oli sequer conhece. Após tentar algumas vezes se livrar das incômodas ligações, Sequel tenta esquecer desta inconveniência, mergulhando dentro de um papel teatral que exerce, cujos ensaios servem como outra forma de imersão da dúbia trama de Isidora Marras.

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As dificuldades financeiras via dupla identidade fazem este No Soy Lorena dialoga muito com Cisne Negro, se assemelhando em forma e conteúdo com o filme de Darren Aronofsky. Com o tempo, o engano vira obsessão, passando por cima do cotidiano de Oli, atrapalhando mesmo os eventos mais ordinários dos seus dias.

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O assombro metalinguístico faz confundir realidade com encenação, tornando a maior parte dos atos em situações indistinguíveis da realidade. A idéia de pôr Olivia para não explodir, mostrando-a tentando se conter o tempo inteiro mostra a hipótese de alucinação como algo terrivelmente próximo de acontecer, reforçando temor de repetir o arquétipo da mãe, dando ênfase a fuga deste estado.

 

Avaliação Filipe Pereira

Nota 2