“Que Horas Ela Volta?” eleva chances de indicações ao Oscar 2016

Forte candidato para a categoria filme em língua estrangeira, agora abre chance para atriz principal e coadjuvante

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27 de agosto de 2015

Chances de ver novamente o Brasil indicado em categorias principais do Oscar 2016 aumentam consideravelmente com o sucesso internacional de “Que Horas Ela Volta?” de Anna Muylaert e com a trinca de fortes mulheres no elenco formadas pelo ícone Regina Casé (do premiado “Eu Tu Eles”), a diva Karine Teles (do premiado “Riscado” e em breve na novela “A Regra do Jogo”) e a revelação Camila Márdila (de “O Outro Lado do Paraíso”).

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Tendo ganho o prêmio de público de melhor filme da Mostra Panorama e também do Júri da Confederação Internacional de Cinemas de Arte e Ensaio, além de suas protagonistas Regina Casé e Camila Márdila terem dividido o prêmio de melhor atriz no Festival de Sundance, desbancando até a favorita Nicole Kidman, a força com que o filme segue para o Oscar é a da rara possibilidade de estravazar a categoria de filme em língua estrangeira para chegar a obter indicações para atriz principal e coadjuvante respectivamente para Casé e Márdila, além de roteiro original para Anna Muylaert.

01/2014 - Still longa metragem ' Que Horas Ela Volta' - De Anna Muylaert foto: Aline Arruda

01/2014 – Still longa metragem ‘ Que Horas Ela Volta’ – De Anna Muylaert
foto: Aline Arruda

Outros filmes nacionais que conseguiram esta façanha desde a retomada foram “Central do Brasil”, que recebeu indicação tanto ao Globo de Ouro quanto para o Oscar de melhor atriz a Fernanda Montenegro em 1999, e “Cidade de Deus”, que consagrou por definitivo o cinema tupiniquim desde a retomada, e foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor (Fernando Meirelles), roteiro adaptado (Bráulio Mantovani), edição (Daniel Rezende) e fotografia (Cesár Charlone).

Ainda há inúmeras possibilidades de indicação ao Globo de Ouro, famoso esquenta do Oscar, cuja votação em teoria daria mais chances por ser votado pela imprensa estrangeira em geral, não apenas americanos, além de que há brasileiros no júri de votantes da imprensa internacional. Isto, claro, considerando que o filme ainda deve chegar com força total até a data do Oscar para que alcance as disputadíssimas categorias principais, pois é notório o fato de que não apenas concorrem a qualidade e notabilidade da obra, como também uma série de pequenas regras burocráticas que precisam ser preenchidas até lá, há de exemplo ser exibido nos EUA até certa data e em uma determinada porcentagem de salas no território nacional deles.