S.O.S. Mulheres ao Mar 2

Continuação de "S.O.S Mulheres ao Mar" repete a mesma fórmula do primeiro longa

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23 de outubro de 2015

Seguindo o famoso filão de comédias nacionais sucessos de bilheteria que ganham continuação, Cris D’Amato volta à direção em “S.O.S. Mulheres ao Mar 2” e repete a mesma fórmula do primeiro longa, que levou mais de 1,7 milhão de espectadores às salas de cinema de todo o país. O trio feminino formado por Giovanna Antonelli, Fabiula Nascimento e Thalita Carauta embarca em mais um cruzeiro para aprontar e fazer o público rir numa trama bastante parecida com a anterior. A escritora Adriana (Antonelli) e o estilista de moda André (Reynaldo Gianecchini) vivem um relacionamento feliz há 1 ano, até que ele é convidado para lançar sua nova coleção em alto mar, num cruzeiro pelo Caribe, e ela descobre que a principal top model do desfile é a linda e jovem ex-noiva de seu atual. Insegura e paranoica, Adriana decide seguir André na viagem e, claro, leva junto a sua irmã Luiza (Nascimento) e a ex-empregada Dialinda (Carauta), que agora vive em Miami em busca de um bom partido que lhe garanta estabilidade e um green card. Muitos imprevistos – que incluem a família de traficantes para a qual Dialinda trabalha e o agente do FBI Roger perseguindo o grupo – fazem com que elas e dois rapazes que conhecem no aeroporto percam a saída do navio e daí em diante são só confusões (ou aventuras) e trapalhadas pelo caminho.

Com roteiro de Sylvio Gonçalves e Bruno Garotti, “S.O.S. Mulheres ao Mar 2” não traz nenhum elemento novo além de novos e fracos personagens. Seu maior erro consiste em fazer de bengala a ignorância de Dialinda (aqui acentuada pelo fato de ela tentar falar em inglês em uma forma desajeitada de “portinglês”) como principal atrativo cômico do filme, inclusive forçando em alguns momentos e na inserção dos patrões traficantes apenas para adicionar mais um núcleo humorístico na trama, que acabou sendo péssimo e desnecessário. Enquanto Adriana se rói de ciúmes do amado e o disputa com a modelo e Luiza prova do próprio veneno de pegadora se apaixonando por um modelo garotão que a enrola, a subtrama direcionada à Dialinda perde a força devido ao uso exagerado de estereótipos.

Tudo em “S.O.S. Mulheres ao Mar 2” é extremamente previsível. D’Amato até tenta fazer um road movie com alguma reflexão sobre a neurose feminina com relação ao avanço da idade, mas a discussão se mostrou bastante rasa à medida que os personagens cortavam Adriana cada vez que ela citava o fato de estar envelhecendo, como se não quisessem ouvir o que ela tem a dizer. E não queriam mesmo: o foco é somente fazer rir, objetivo mais importante do longa que ele consegue atingir.

S.O.S. Mulheres ao Mar 2

Brasil – 2015. 98 minutos.

Direção: Cris D’Amato

Com: Giovanna Antonelli, Reynaldo Gianecchini, Fabiula Nascimento, Thalita Carauta, Rhaisa Batista e Gil Coelho.

Avaliação Raíssa Rossi

Nota 2