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03/10 - 02:10 - Um Sopro de Vida

Por Herbert Bastos

Quem tem o hábito de ler Clarice Lispector sabe que a escritora consegue transportar, facilmente, o leitor para o universo sobre o qual escreve. Agora imagine poder enxergar, bem na sua frente, o ócio criativo do escritor qual Clarice retrata em Um Sopro de Vida, texto da escritora adaptado para teatro pela roteirista Susana Schild.

O texto fala da relação que existe entre o autor de uma obra literária e sua personagem. Com a adaptação feita, Susana convidou o casal Mirian Freeland e Roberto Bomtempo para juntos representarem Clarice no palco. Convite feito, convite aceito. Assistir essa peça parece uma ótima alternativa para entrar em contato com as palavras da escritóra. O espetáculo fica em cartaz na Casa da Gávea até o dia 12 de Outubro. Ou seja, você tem este o próximo fim de semana para ir assistir Um Sopro de Vida. Prometo que assim que assistir à peça, conto mais detalhes.

Um Sopro de Vida    

Casa da Gávea: Praça Santos Dumont, 116 - sobrado - Gávea        

Temporada: até 12/10

Sexta e sábado às 21h30

Domingo às 19h30

Censura: Livre

Gênero: Drama

Duração: 60 min.

Ingresso: R$ 30,00 inteira e R$ 15,00 estudantes, idosos e classe artística.

Tel. 2239-3511/2512-4862



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26/09 - 01:09 - Opereta Carioca

Por Herbert Bastos

Opereta, etimologicamente falando, significa "pequena ópera". Porém, mesmo sem ter assistido Opereta Carioca, garanto que o conceito de pequeno, com conotação de inferior, não se aplica a peça de  Gustavo Gasparani. O espetáculo conta a história de um casal tipicamente carioca que freqüenta casas de samba de gafieira.

Paixões e discussões desse casal são contadas por meio de músicas de samba que vão desde Ismael Silva, Ataulfo Alves, Baden Powell, Martinho da Vila, Vinícius de Moraes, Chico Buarque entre outros. O tal casal é composto por ninguém menos que Soraya Ravenle e Gustavo Gasparani, que além de ter escrito o Musical, também está em cena. A direção do espetáculo é de João Fonseca.

Opereta Carioca fica em cartaz no Teatro Maison de France em curtíssima temporada, menos de um mês. Portanto, assista ao espetáculo o quanto antes. Você tem até o dia 19 para fazer isso. Depois não diga que não avisei. Não demora muito, conto mais detalhes da peça na seção No Palco.

Teatro Maison de France

Av. Presidente Antônio Carlos, 58 - Centro - (21) 2544-2533

Temporada: Até 19 de outubro

Horários: Quinta a domingo, às 19h30

Preços: Quinta, sexta e domingo, R$ 50; Sábado, R$ 60

Bilheteria: Terça a domingo, das 14 às 19 horas

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 01h30



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14/09 - 21:09 - O Trovador não está só

Por Marcus Vinicius de Medeiros e Raphael Bittencourt

Em meio à corrupção, milícias assassinas proliferando e derrotismo completo, uma voz que não pode ser calada renasce cuspindo de volta em todos o lixo que mereciam. Bruce Gomlevsky dá o grito de ícone, com texto de Daniela Pereira de Carvalho, direção de Mauro Mendonça Filho (Prêmio Shell 2007), direção musical de Marcelo Neves, no musical Renato Russo. Os cavalos marinhos ganham a companhia da banda Arte Profana, e resgatam não apenas o sentimento que contagiou uma juventude que precisava conquistar sua identidade, como se fortalece ainda mais.

Renato Russo, a peça, traça paralelos com a vida de Renato Russo, o Trovador Solitário, em ordem cronológica, enquanto alterna canções significativas e retumbantes. Bruce Gomslevsky surge com certo ar de insegurança, a exemplo do que foi a própria trajetória do mito por ele reencarnado, e a cada momento passa a reproduzir, no limite humano da perfeição, gestos, trejeitos e expressões do Líder da Legião Urbana. Quando os versos ecoam forte, o sentimento mais perverso do mundo já não poderia mais destruir nosso coração. Renato Russo está entre nós.

São tratados, por exemplo, e muito apropriadamente, os problemas de saúde que Renato Russo sofreu durante a infância, sua influência pelos monstros sagrados do rock internacional, a relação de seu nome com um certo Jean Jaques Roussou, a homossexualidade e o início do Aborto Elétrico. Não há tempo perdido quando este homem que, extasiava jovens durante as apresentações da Legião Urbana, estabeleceu um caminho a ser seguido, chegou a ser comparado com um profeta e, indo mais longe, um messias secular brasileiro, conta como uma menina o ensinou a dizer o que nunca deve ser dito, e explicita todos os detalhes subtendidos disso no palco.

Chegando mais longe que os também imortais Raul Seixas e Cazuza, que devem ser lembrados, Renato Russo foi a voz de um país. A história de como um garoto chamado Eduardo conheceu uma garota chamada Mônica está registrada na história, no coração dos brasileiros e permanece atual. Toda a peça pode ser entendida como a evolução de um homem e sua influência no pensamento de toda uma geração. Uma geração que não envelhece e sempre se renova. Teremos Coca-Cola sempre como opção. Mas não é essa a luz indicada por Renato Russo.

Leia a crítica de Mario Piragibe:http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=5309&tipo=&cot=1

Teatro João Caetano :

Praça Tiradentes S/Nº, Centro.

Tel:2299-2141

Duração: 120min

Sexta e Sábado, às 19h.30min/ Domingo às18h30min.

R$20

Classificação: 14 anos



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05/09 - 00:09 - Porto Alegre em Cena: 15 anos de celebração à arte

Por Herbert Bastos

Em 2008 o festival internacional de teatro Porto Alegre em Cena comemora 15 anos. Para prestigiar esse fato, não faltam comemorações nos teatros da cidade. Mais de 30 atrações nacionais e internacionais fazem parte da programação desse festival. Para citar alguns exemplos, a Argentina traz para o Brasil as peças Algo de ruido hace, Antes, Guardavidas, La noche canta sus canciones, Susana Rinaldi y su Quinteto.

Já a França é representada pelo espetáculo The grand inquisitor. Portugal e Espanha também não ficam de fora, Noite de reis: dez personagens e um cão e Crónica de José Agarrotado são respectivamente peças desses paises.

Na relação de peças nacionais temos as paulistas 100 Shakespeare, A espera de Tom, A lenda de Sepé Tiaraju, A obscena sra. D, Chalaça,  a peça, A lenda de Sepé Tiaraju, Angenor - música, entre outras. O Rio de Janeiro está em POA com as peças Anticlássico, A falecida, O animal do tempo entre outras. Para obter mais informações sobre o espetáculo, acesse o site http://www.poaemcena.com.br/  

  



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28/08 - 23:08 - Amy Winehouse do Humaitá

Por Herbert Bastos

Quem acompanha o trabalho de Amy Winehouse sabe quão perturbada é a vida da cantora.

Freqüentes problemas com drogas ilícitas, álcool, agressão a fãs e até mesmo a seus próprios seguranças, são acontecimentos bastante comuns na vida de uma cantora que aparentemente vive um momento de crise que possivelmente irá levá-la à ruina total. http://br.youtube.com/watch?v=IveuA2E-Sm0&feature=related

Ao que tudo indica, o Rio de janeiro terá a partir do dia 30 de agosto, próximo sábado, uma Amy Winehouse brasileira interpretada por Stella Miranda, a Dona Álvara de Toma Lá Dá Cá. Digamos que "Jesca Azurita", personagem que Stella representa, é uma mulher que aos 58 anos está em busca de si mesma, como se vivesse uma vida vazia dentro de sua loucura lúcida.

Já que me foi permitido fazer uma observação crítica do caso Amy Winehouse, pois bem. Se a cantora continuar com hábitos de beber e usar drogas antes de subir aos palcos, quando estiver com 58 anos, como "Jesca Azurita", será mais uma Caidaça. Isso se sobreviver até lá.

Se esse não fosse o título do Musical escrito e protagonizado por Stella Miranda, seria um alterego de Amy Winehouse. Dezessete músicas fazem parte do repertório do espetáculo. A atriz, além de músicas da própria Amy, também interpreta canções de Tom Waits, Leo Maslíah entre outros artistas. Quando assistir a peça, conto mais detalhes no espaço No Palco.

CAIDAÇA, a verdadeira falsa cantora de cabaré
Com Stella Miranda
Estréia: 30 de agosto, sábado, 21h
Em cartaz até 05 de outubro de 2008

Texto e direção geral: Stella Miranda
Direção musical: David Ganc
Direção de arte e cenário: Gringo Cardia
Coreografia: Deborah Colker
Figurino: Sonia Soares 
Produção: Dois Mil Produções Artísticas Ltda
Indicação: 14 anos
duração: 85 min
Ingresso. R$40,00 inteira e R$20,00 meia
Bilheteria abre às 14h
Não aceita cheques e nem cartões de crédito

Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto
Rua Humaitá 163 (entrada pela R. Visconde Silva)
Botafogo - RJ    21 2266-0896



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21/08 - 11:08 - Doce Deleite, rumo à São Paulo

Por Herbert Bastos

Doce Deleite, de Alcione Araújo, com Camila Morgado e Reynaldo Gianecchini  no elenco, e direção de Marília Pêra, se despede Teatro dos Quatro no dia 31 de Agosto. Depois de uma longa temporada aqui no Rio de janeiro, Doce Deleite está prestes a ir para São Paulo.

O espetáculo é dividido em dez peças curtas. Dez esquetes que passeiam por situações corriqueiras como uma bilheteira, interpretada por Camila Morgado, vendendo ingressos na porta de um teatro, até  a cantoria de uma ópera, encenada pelos atores.

Trata-se de uma peça de humor  e que segundo o autor do texto, " Vai desde o teatro do absurdo, passando pela ópera e teatro de revista. O espetáculo é um deleite para quem gosta de ver o ator representar".

Doce Deleite

Teatro dos Quatro

Rua Marquês de São Vicente, 52/2º andar - Shopping da Gávea

Telefone: 2274-9895

Quinta a sábado, às 21h30, e domingo, às 20h

A bilheteria funciona de terça a sábado, de 14h às 21h30; e domingo, até 20h30

Ingressos: R$ 80 (sábado e domingo) e R$ 70 (quinta e sexta)

Classificação etária: 14 anos

Capacidade do teatro: 402 lugares

Temporada: Até 31 de agosto



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13/08 - 01:08 - Um Dia Anita

Por Herbert Bastos

Um Dia Anita é uma comédia dramática escrita por Julia Spadaccini e Renata Mizrahi. O espetáculo consiste no revezamento de três atriz interpretando Anita, como se a personagem falasse consigo mesma, como se ela encontrasse  com um alterego dela a cada instante.

A peça está em cartaz no teatro Teatro Maria Clara Machado, no Planetário. Um Dia Anita fica em cartaz até dezembro no Planetário, participando do esquema de revezamento de peças que está acontecendo até o fim do ano. Portanto, não deixe de passar lá no planetário nos dias 19, 20 e 21 de agosto. Terça, quarta e quinta da semana que vem.

Um Dia Anita

Teatro Maria Clara Machado - Planetário

Endereço Avenida Padre Leonel Franca, 240 - Gávea

Horários: terça a sábado, às 21h e domingo, às 20h

Ingresso: R$ 20

Duração: 55 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Capacidade do teatro: 77 lugares



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07/08 - 14:08 - Para quem gosta de ir ao teatro para rir

Por Herbert Bastos

Nós Amamos Humor, peça estrelada pelas atrizes Fafy Siqueira, Maíra Karken, Cris Nicolotti, Fabiana Karla e Katiuscia Canuro, estréia curtíssima temporada no Teatro Rival Petrobras, Rio de Janeiro. O espetáculo é dividido em seis esquetes diferentes em que as atrizes representam personagens que fizeram ou ainda fazem parte do imaginário de grande parte dos brasileiros.

Começando por Katiuscia Canuro, humorista do Zorra Total que ganhou notoriedade com a sua personagem Lady Kate, no espetáculo a atriz representa a emergente que todos conhecem pelo famoso bordão "To Pagano".   http://www.youtube.com/watch?v=ccmih0_21W8.  Quem assistir ao espetáculo vai ter a oportunidade de conhecer mais um personagem da atriz. Na peça ela também representa a Sheilinha Vai-vai, amiga que Lady Kate sempre se refere no programa de humor da Rede Globo.

Também humorista do Zorra Total, Fabiana Karla  representa um de seus antigos personagens. Atualmente no ar como a Doutora Lorca, em Nós Amamos Humor, ela interpreta a empregada doméstica nordestina Lucicreide.  http://www.youtube.com/watch?v=aYoQQ4TZx9g&feature=related

Cris Nicolotti
, é conhecida de todos nós que conhecemos youtube. Ela gravou o famoso vídeo cantando a música "Vai tomar no c..".
http://www.youtube.com/watch?v=dHpSCHxb780. No espetáculo, ela vive a bispa Roberléia um de seus hilários personagens.

Maíra Karken vive a "Cantora Plageada" que faz nos show de humor do grupo Deznecessários.     http://www.deznecessarios.com.br/. Fafy Siqueira, que também assina a direção de Nós Amamos Humor, interpreta dois personagens. A portuguesa Dona Jupira e faz o couver do Roberto Carlos. As apresentações terminam neste sábado.

Nós Amamos Humor

Únicas apresentações nos dias

7,8 e 9 de Agosto ás 19h30.

Teatro Rival Petrobras

Rua Álvaro Alvim 33 Cinelândia

Tel.: (21) 2240-4469

Preços

Setor A /Mezanino

R$60,00(inteira)

R$30,00

(estudante/idoso/professor rede municipal)

Setor B

R$50,00(inteira)

R$40,00

(promoção para os 150 primeiros pagantes)

R$25,00

(estudante/idoso/professor)



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30/07 - 20:07 - Z.É

Por Herbert Bastos

Em comemoração aos cinco anos de sucesso de Z.É (Zenas emprovisadas),os atores Fernando Caruso, Gregório Duvivier, Marcelo Adnet e Rafael Queiroga se apresentarão no Vivo RIO dia primeiro de agosto, sexta-feira.

Começando às 22h, o show tem aproximadamente duas hordas de duração e conta com a apresentação de Alexandre Regis. Nesse dia, um ator convidado também participa das improvisações junto com os rapazes do Z.É.


Nem adiantar dizer o preço dos ingressos pois eles já estão esgotados.Para quem(Como eu) ainda não assistiu esse espetáculo, só nos resta assistir a este vídeo que está no youtube http://www.youtube.com/watch?v=bJj7c9uG_94 ou esperar que façam uma nova apresentação aqui no Rio ou em alguma outra cidade.



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24/07 - 00:07 - Uma Janela em Copacabana

Por Herbert Bastos

Há mais de trinta anos ele trabalha como diretor de cinema. Mas, após adaptar para o teatro o romance policial Uma Janela Em Copacabana, do Luiz Alfredo Garcia-Roza, que está em cartaz na Caixa-Cultura -Teatro Nelson Rodrigues, José Jofilly  pensa em  dedicar mais tempo à direção teatral.

Ele destaca que a diferença entre dirigir cinema e teatro, é o tempo de produção. Em cinema, demoram-se meses, quando não, anos para a finalização de um trabalho. Já Uma Janela Em Copacabana foi concebido em 45 dias,desde a elaboração do projeto à estréia no teatro.  "Esse foi o principal desafio, ensaiar e montar uma peça nesse espaço de tempo", declara o diretor que também dirigiu Roberto Bomtempo no musical Raul Fora da Lei.

Uma Janela Em Copacabana conta a história de seis assassinatos em série tendo como pano de fundo a corrupção da policia. No início parece se tratar de policial matando policial, mas perto do fim tudo se esclarece e o assassino é quem menos se suspeita. Ele não deixa suspeitas e nem pistas de seus assassinatos. Até que um dia, provando que não existem crimes perfeitos, uma testemunha presencia, da janela do prédio onde mora, uma das mortes desse assassino.

Essa testemunha tem um papel decisivo para se chegar até o assassino. Ela vive uma crise no casamento e tem a solidão como companhia na maior parte do tempo.A solidão faz parte da vida dos personagens do romance. Isso também se reflete nessa adaptação. "A solitude faz parte da vida de todos os personagens da peça", diz o diretor.

Joffily gostou tanto de dirigir atores para representação teatral que quer repetir a dose. Quando perguntado se largaria o cinema para se dedicar em tempo integral ao teatro, ele responde, "Só quero trabalhar com teatro, to pensando seriamente em abandonar o cinema". Ele tem vários projetos em mente, mas por enquanto prefere não falar sobre eles. O que ele diz sem medo é, "Estou com tempo disponível e esperando o convite para algum trabalho".



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