Thor 2 – O Mundo Sombrio

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12 de dezembro de 2014

Engraçado que o 1o filme do herói da Marvel “Thor” conseguiu ser uma anomalia e dar certo. Anomalia no bom sentido, pois reuniu fatores incomuns desde um protagonista desconhecido, Chris Hemsworth, ao diretor shakespeariano Kenneth Brannagh estranho a blockbusters, ao oscarizado Sir Anthony Hopkins como Deus Odin, e toda a magia da mitologia Asgardiana explicada como ciência mais avançada do que a nossa. E todos estes fatores regressam, exceto o diretor, agora Alan Taylor mais de séries de Tv (como a pertinente “Game of Thrones”), em “Thor 2: O Mundo Sombrio”, que supera o anterior em vários quesitos.

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Seguindo o fio da meada após “Os Vingadores”, mas como uma obra autônoma, Thor está trazendo paz aos 9 reinos de Asgard, enquanto a Dra. Jane Foster (Natalie Portman) procura por seu amado por fendas dimensionais até encontrar um poder ancestral escondido que a possui e desperta uma raça inimiga dos asgardianos. E já começa descrevendo os vilões em batalhas no passado bem estilo “O Senhor dos Anéis” em tom épico. Isso sem dizer que a direção de arte, cenários e fotografia desenvolveram mais detalhadamente Asgard, criando um look medieval+Renascença+viking chic que não só agrega valor artístico, porém carga dramática – principalmente porque a guerra desta vez será levada até eles, mostrando que mesmo deuses podem sofrer perdas pesadas, manipulando bem o ritmo e reação do público sem ser piegas (a cena do funeral viking é autenticamente lírica).

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Dito isso, percebe-se que a trama desta vez permanece mais em outras dimensões do que na Terra (a Shield, tão importante no anterior, por exemplo, nem aparece desta vez). Mas o humor ainda é mantido com a equipe técnica da Dra. Jane em interlúdios terráqueos (o ótimo Stellan Skarsgard e a revelação de “2 Broke Girls” Kat Dennings), mas esta ênfase nos mundos mágicos não implica em menos lado humano, pois o melhor do primeiro com intrigas palacianas e muitas traições são ainda mais realçados aqui, reservando as melhores cenas para a dubialidade do irmão de Thor, Locke (Tom Hiddleston), que joga com as emoções do público esplendidamente.

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PS: não levantem das cadeiras, há cenas de montão, tanto na metade dos créditos finais (com participacao de Benicio Del Toro em papel que importará muito posteriormente), e ao término da sessão.

Avaliação Filippo Pitanga

Nota 4