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 GAL - Grupo Antiterrorista de Libertação (GAL) GAL - Grupo Antiterrorista de Libertação (GAL)

Espanha, 2006 - 105 minutos - Prime Pictures
Direção: Miguel Courtois

Com: José Garcia, Natalia Verbeke, Jordi Mollà, Ana Álvarez
Suspense. Baseado em fatos reais. Dois jornalistas investigam o que podem ser os excessos de força e a corrupção dentro do Grupo Antiterrorista de Libertação (GAL), um esquadrão de elite criado pelo governo da Espanha nos anos 80. A organização foi criada para combater o ETA (Basca Euskadi Ta Askatasuna, ou Pátria Basca e Liberdade), notório grupo terrorista revolucionário de inspiração marxista - na ativa até hoje - responsável por um sem número de mortes na tentativa de concretizar os ideais que sustenta. O ETA reivindica a separação da Espanha e o reconhecimento de um território, do que seria um país Basco, que traz áreas que hoje estão em solo espanhol, mas também no da França. Filme ficou inédito nos cinemas brasileiros, e não passou em festivais, etc; chega direto ao DVD.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em widescreen.




007-Quantum of Solace (Quantum of Solace)007-Quantum of Solace (Quantum of Solace)

Inglaterra, EUA, 2008 - 106 minutos - Fox
Direção: Marc Foster

Com: Daniel Craig, Mathieu Almaric, Jeffrey Wright, Giancarlo Giannini, Judi Dench, Olga Kurylenko, Gemma Artenton
Aventura. Continuação direta dos acontecimentos de "0007-Cassino Royale" (2006), filme que introduziu Craig como intérprete de James Bond, portanto para desfrutar desta nova obra é vital ter visto o anterior. Bond procura vingança pela morte da mulher por quem se apaixonou, e rastreia os membros de uma organização criminosa até a Bolívia, onde sob a facha de uma ONG eles pretendem se apoderar de recursos naturais do país.

Extra dos extras:
Estes são os extras tanto do DVD como do Blu-Ray: no disco 1, tem um clipe musical e trailers. No discos 2: especiais Bond nas Locações/ Início das filmagens/Nas locações/Olga Kurylenko e a Perseguição da Lancha/O diretor Marc Forster/A Música/ Arquivos da produção.

Edição está em widescreen anamórfico.




1900 (Novecento)1900 (Novecento)

Itália, França, Alemanha Ocidental (a distinção é obrigatória no caso, não só por na época existir esta divisão, como por ser irônico que lá na Alemanha Oriental, Bertolucci não tenha conseguido apoio para o filme...), 1976 - 315  minutos - Cinemax
Direção e co-roteiro: Bernardo Bertolucci

Com: Robert De Niro, Gerard Depardieu, Burt Lancaster, Donald Shuterland, Dominique Sanda, Stefania Sandrelli, Sterling Hayden, Alida Valli, Laura Betti, Francisca Bertini, Giacomo Rizzo
Drama. Panorama histórico da Itália desde o início do século XX até o término da Segunda Guerra Mundial, com base na vida de um filho bastardo de camponeses, e de um herdeiro de uma rica família de latifundiários, muito amigos apesar da distinta origem social. Através da vida dos dois, temos um retrato intenso do cenário político que marcou a Itália e o mundo nas primeiras décadas do século passado, representado pelo fortalecimento das lutas trabalhistas ligadas ao socialismo em oposição à ascensão do fascismo.

Não importa no que você crê em termos de política, ou mesmo se não crê em nada. Professando a ideologia comunista este é um dos maiores filmes políticos da História do cinema, um dos maiores momentos da arte engajada do século XX, um dos maiores exemplos da acepção pura do termo "épico". Pode ser apontado desde já como um dos lançamentos mais importantes do DVD no Brasil em 2009.

Mas apesar disso há um grave senão. Esta distribuidora que está lançando o filme pode ser especialista em disponibilizar obras de muita importância artística, porém com qualidade e tratamento de imagem e som inferiores ao que merecem tais realizações. Nisso é herdeira de outras empresas como Continental, Wonder Multi Media, Magnus Opus, e a enojante Silver Screen. "1900" merecia ser lançado por uma distribuidora que faz um trabalho sério e carinhoso com filmes do tipo, tais como a paulista Versátil e a maranhense Lume Filmes.

Extra dos extras:
Disco duplo que traz o filme dividido em duas partes, com suas gloriosas cinco horas e quinze minutos, trazendo a metragem sempre desejada por Bertolucci - e era mesmo a original, do lançamento -, para uma obra que foi muito mutilada em diversas versões que reduziam a duração.

Só que ao contrário da edição lançada em 2007 pela Paramount nos EUA, esta edição brasileira não traz dois preciosos especiais trazendo entrevistas com a dupla de gênios Bertolucci e o diretor de fotografia Vittorio Storaro, que formaram uma parceria inesquecível em diversas obras e que talvez tenha o ponto alto em "1900" (ao menos para Storaro, pois como filme de um modo geral, Bertolucci fez outros tão bons quanto). Os especiais são "1900: The Story, The Cast", e "1900: Creating An Epic".

Edição está em widescreen.




A Cadela (La Chienne)A Cadela (La Chienne)

França, 1931 - 110 minutos (preto-e-branco) - Paris Filmes
Direção e co-roteiro: Jean Renoir

Com: Michel Simon, Janie Marese, Georges Flamant, Roger Gaillard, Romain Bouquet, Pierre Desty, Mile Doryans
Drama. Pobre funcionário de uma loja de malhas e segundo marido de uma megera, homem é um sujeito tímido e sem amigos. Ele se apaixona por uma jovem que o ridiculariza e explora - e ama de verdade um gigolô -, mas ele a ama a ponto de fazer tudo por esta mulher, inclusive roubar. Em atividade discreta e gradual desde o começo do ano, a Cult Classic, esta nova distribuidora de filmes antigos ou clássicos - coisa diferente - e de cinema de arte, tem feito um trabalho decente, boas cópias, bons rótulos, etc. Não parece ser mais uma diferente "célula terrorista" da mesma organização tenebrosa de distribuição, como já nos referimos várias vezes aqui à outras empresas que atuam no mesmo nicho.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em tela cheia.




A Cela 2 (The Cell 2)A Cela 2 (The Cell 2)

EUA, 2009 - 94 minutos - Playarte
Direção: Tim Iacofano

Com: Frank Whaley, Chris Bruno, Tessie Santiago, Amee Walden, Bart Johnson

Suspense. Imagine um serial killer que provoca paradas cardíacas em suas vítimas e depois as traz de volta à vida de novo, consecutivas vezes, até que elas implorem para morrer. Uma bela investigadora psíquica foi sua última vítima e jurou vingança antes de escapar. Agora, ele está de volta e o FBI a chama para ajudá-los a capturar o monstro. Logo ela descobre que a única maneira de localizar o criminoso é entrar em sua mente. O perigo: se a investigadora morrer na mente do assassino, ela morre na vida real. Continuação livre - ou seja não prossegue nenhuma trama, apenas se apropria das características de uma obra anterior - daquele suspense estrelado por Jennifer Lopez em 2000. Este "novo" filme ficou inédito nos cinemas brasileiros, mas na verdade isto tem completa razão: foi feito direto para o mercado de vídeo, o que aliás é mesmo uma constante neste tipo de "continuação" ("Mulher Solteira Procura 2", "Garotas Selvagens 3", e por aí vai).

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em tela cheia.




A Classe Dominante (The Ruling Class)A Classe Dominante (The Ruling Class)

Inglaterra, 1972 - 154 minutos - Cinemax
Direção: Peter Medak

Com: Peter OToole, Alastair Sim, Arthur Lowe, Coral Browne, Harry Andrews
Drama/comédia. Membro da Câmera dos Lordes do Reino Unido morre e deixa sua herança para o filho. O problema é que o cara é louco toda vida, chegando a pensar ser Jesus Cristo. As outras pessoas da família ficam ansiosas para se livrar dele, ainda que isso implique em toda a sorte de baixarias e até crimes. Quinta indicação entre as oito que OToole recebeu - perdeu neste caso para Marlon Brando em "O Poderoso Chefão" - sem nunca ganhar - recebeu um honorário - , e talvez filme menos conhecido entre este grupo. Está fora de circulação no Brasil há muito tempo, pois não foi lançado em VHS, não passa em sessões especiais de festivais e mostras, e consta que passou pouco e de forma discreta em televisão por assinatura. Merecia ser lançado numa cópia legal por uma distribuidora séria.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em tela cheia.




A Era do Gelo 3 (Ice Age: Dawn of The Dinosaurs)A Era do Gelo 3 (Ice Age: Dawn of The Dinosaurs)

EUA, 2009 - 94 minutos - Fox
Direção: do brasileiro Carlos Saldanha (com o americano Mike Thurmeier creditado como co-diretor; mas Saldanha é o geral e principal)

Com: As vozes originais Ray Romano, John Leguizamo, Queen Latifah, Denis Leary (vozes da dublagem nacional) Claudia Jimenez, Diogo Villela, Márcio Garcia, Tadeu Melo

Animação. Nesta continuação Scrat continua tentando agarrar a noz fujona e nesse processo talvez encontre o verdadeiro amor; Manny e Ellie esperam o nascimento de seu mini-mamute; a preguiça Sid forma sua própria família adotiva seqüestrando alguns ovos de dinossauro; e Diego, o tigre dentes-de-sabre, se pergunta se não está ficando "mole" demais devido à convivência com seus amigos. Em uma missão para resgatar o azarado Sid, a turma se aventura em uma nova era, onde a fauna e a flora são diferentes. Neste local, dão de cara com dinossauros, lutam contra plantas carnívoras de fúria assassina - e conhecem uma incansável doninha de um olho só, caçadora de dinossauros, chamada Buck.

Extra dos extras:
Nada de relevante, claro que daqui há pouco tempo sai uma especial, recheadíssima. Edição está em widescreen anamórfico.




A Feiticeira – 8ª Temporada (Bewitched)A Feiticeira – 8ª Temporada (Bewitched)

EUA, 1971-1972 (esta temporada) - 650 minutos - Sony
Direção: Vários


Com: Elizabeth Montgomery, Dick York, Agnes Moorehead, David White
Fantasia. Samantha, uma poderosa integrante da sociedade das bruxas viveu longe e até mesmo desdenhou a humanidade por muitos séculos, mas um belo dia, ela se apaixonou por um mero mortal e aí... Para o desgosto da sua família, ela jura deixar a bruxaria de lado e tornar-se uma dona de casa comum, daquelas que apenas cuida da família. Incapaz de deixar sua ascendência completamente fora de sua vida, o atrito entre a sociedade matriarcal e desprendida de valores monetários em que Samantha nasceu e a patriarcal e capitalista do mundo da publicidade em que ela vive resultou em risadas e sátira social inteligente durante oito temporadas e 254 episódios, da sérite televisiva entre 1964 e 1972. Este lançamento da caixa com a derradeira temporada tem quatro DVD e traz os últimos 26 episódios com 25 minutos cada.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em tela cheia.




A Garota Ideal (Lars and the Real Girl)A Garota Ideal (Lars and the Real Girl)

20/07/2009

EUA, 2008 - 106 minutos - California Filmes
Direção: Craig Gillespie

Com: Ryan Gosling, Emily Mortimer, Paul Schneider, Patrícia Clarkson, Kelli Garner
Drama com toques cômicos suaves. Interior dos EUA. Jovem muito tímido e doce que vive perto do irmão e da cunhada, leva para casa Bianca, a garota de seus sonhos, uma brasileira, descendente de dinamarqueses como ele ("Lars" nome típico daquele país) e de tantas pessoas no lugarejo. O problema é que ela é uma boneca inflável comprada pela Internet, a qual ele trata como se fosse uma pessoa real. Chegou ao Brasil com mais de um ano de atraso, no primeiro semestre de 2009, este filme que fez uma boa carreira no exterior, recebeu algumas indicações (de ator para Gosling, para o texto), um dos dois que lançou em 2007 o diretor Craig Gillespie, então estreando na função (o outro, "Em Pé de Guerra", passou no ano passado), e obra que consolidou a carreira de Nancy Oliver, dando-lhe uma indicação ao Oscar-2008 de roteiro original.

O argumento, o sorriso franco do pôster, o trailer, e alguns textos sobre, podem levar às pessoas a crer que esta é uma comédia romântica agridoce. Pode ser para certas pessoas, mas uma simples visão do filme balança muito a sensação. Quantos (sor)risos - não falo nem em risadas - podem ser dados depois de uma sessão de "Garota"? Talvez o que mais prende a atenção aqui é a total sintonia entre o olhar de Ryan Gosling - e um olhar sempre arrebatador que rege e tonifica os trabalhos dele é só uma das muitas qualidades deste ator* - e o tom geral do filme. Esta não é uma comédia romântica (como o era "Monique Sempre feliz", fita francesa de 2002 que passou no Brasil só em São Paulo, e também fala do amor de um homem por uma boneca inflável) é uma obra triste, muito triste, não de um desespero desconsolador, uma coisa que derruba ânimos, e sim uma melancolia doce, uma amargura suave sem nenhuma facilidade, embora na superfície pareça isso. Também não é como esse amor "peculiar" serve de uma comentário sobre certas fantasias masculinas como no humor machista bacaninha do mencionado "Monique" - por sinal o fato da boneca ser brazuca em zero momento significa um enaltecimento do chavão de culto internacional sobre a sensualidade e jeito de ser da mulher brasileira; a filiação nacional só aparece na cena em em que ela é apresentada no jantar, e Lars faz questão, mais de uma vez, a timidez e pudor de sua amada Bianca.

"A Garota Ideal" é sobre como um comportamento desviante de um indivíduo tem impacto numa ação coletiva. Começando na primeira das visitas à psicóloga (a maravilhosa Patricia Clarkson, que valoriza o pequeno papel) para quem conta o desvario do irmão ao lado da mulher - muito mais compadecida e menos crítica do que sente o cunhado - ao escutar dela o que preciso fazer, de acordo com o diagnóstico da doutora,claro (e aposto que é muito polêmico no mundo real, seria elogiado e criticado na comunidade médica): para preservar a saúde mental de Lars, é necessário não destruir a ilusão do sujeito. Isto detona um processo de ajuda de todos na cidade à um rapaz respeitado e querido, ou seja ao invés de arrasar com o cara, ridicularizá-lo, a cidade inteira abraça essa "causa" fingindo que Bianca existe, e "interagindo" com ela, o que inclui a participação de Bianca na audiência de missas numa igrejinha local. Daí que "Garota" torna-se tocante como uma das melhores obras recentes em cinema a mostrar a importância do senso de viver em comunidade; não que a ação de Lars fosse prejudicial à cidade, só poderia fazer mal à ele mesmo, mas a disponibilidade grupal em tentar auxiliá-lo é adorável pela generosidade. A conclusão pode, de novo, ser de aparente facilidade como o filme; tem maturidade e equilíbrio, pois se autos ilusões emocionais são uma fuga da verdade, preservam as pessoas de diversas intempéries. Abrir-se para o mundo não significa felicidade garantida. "Garota" é um pequeno e discreto tesouro cujo valor não óbvio merece ser descoberto.


* Gosling tem tudo para ser o Sean Penn de sua geração, aquele que em meio à um grupo notável (Johnny Depp, Paul Giamatti, Robert Downey Jr., Philip Seymour Hoffman, etc), pode muito bem ser descrito como o melhor ator de cinema - sem falar num diretor exemplar, ainda não reconhecido -, e o melhor em atividade no cinema dos EUA, não importa a idade. E numa lista também atual com intérpretes de diferentes idades, nacionalidades, países e até continentes, cheia de nomes não óbvios (um dos melhores atores do cinema mundial no momento vem da e trabalha na Holanda), ele Penn pode muito bem descrito como o melhor ator do cinema mundial em atividade.

O canadense abrigado nos EUA Gosling nesse momento não tem concorrente em sua faixa etária e lugar de atividade (Joseph Gordon Lewitt já teve atuações marcantes em "Mistérios da Carne" e "O Vigia", mas perde em número de realizações), de 30 e poucos anos. Com um currículo no qual não consta ainda nenhum blockbuster, mas que indica que ele já superou o gosto adquirido, ele começou a chamar atenção como o jovem judeu que esconde a sua origem e vira neonazista em "Tolerância Zero", e tem filmes bem visíveis  como "Duelo de Titãs" (anterior à "Tolerância", mas no qual ele estava imerso em meio à vasto elenco e um ator do porte de Denzel Washington), "Cálculo Mortal", "Diário de uma Paixão", "A Passagem", "Um Crime de Mestre", todos disponíveis em DVD - e "Diário", maior sucesso dele até agora é um apreciado filme romântico com muitos fãs.

Mas boa parte do melhor que ele fez está em três filmes independentes, infelizmente só um deles disponível em DVD no Brasil. O bem obscuro e impressionante "The Slaughter Rule" (como um esportista escolar vivendo uma temporada de malogros emocionais), "O Mundo de Leland" (clique aqui para ler sobre, como um rapaz que mata uma criança deficiente mental, irmão de uma ex-namorada; não é filme sensacionalista sobre crime)), e "Half Nelson", que lhe deu sua única indicação ao Oscar até agora e só passou no Brasil em TV por assinatura (o Telecine Pipoca, com o nome ruim de "Half Nelson - Encurralados", a bem da verdae por várias razões o título é difícil de traduzir), como professor de escola pública viciado em drogas e amizade dele com uma aluna pré-adolescente pressionada para fazer parte do tráfico. Este ano Gosling terá lançado "All Good Things" (do diretor Andrew Jarecki do perturbador documentário "Na Captura dos Friedman") e ano que vem "Blue Valentine", obras com argumento instigantes à altura de um ator de presente brilhante e futuro muito promissor.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em letterbox 16x9.




A JusticeiraA Justiceira

Brasil, 1997 - 450 (mais ou menos, os 12 episódios em três discos) minutos - Globo Marcas
Direção: Daniel Filho e José Alvarenga Jr.

Com: Malu Mader, Nívea Maria, Ângelo Antônio, Daniel Filho, Deborah Evelyn
Policial. Uma policial mata por acidente seu parceiro e abandona a carreira por sentir-se culpada. Cinco anos depois, ela decide deixar seu marido, que é toxicômano. Porém, o que ela não esperava era que o marido usasse o filho do casal para pagar uma dívida com uma quadrilha de traficantes. Desesperada, ela aceita trabalhar com um grupo secreto de combate ao crime, coordenado por um juiz e chefiado por uma oficial experiente, em troca de ajuda para localizar o menino. Série de sucesso da TV Globo exibida entre abril e julho de 1997.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em tela cheia.




A Menina no País das Maravilhas (Phoebe in Wonderland)A Menina no País das Maravilhas (Phoebe in Wonderland)

EUA, 2008 - 110 minutos - Imagem Filmes
Direção e roteiro: Daniel Barnz (estreante nas duas funções)

Com: Elle Faning, Patricia Clarkson, Felicity Huffman, Bill Pulman, Campbell Scott, Ian Colletti, Max Baker
Drama. Garotinha rejeitada pelos seus colegas de classe deseja mais do que tudo participar da peça de teatro da escola, uma versão do clássico "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carrol. O pai e a mãe tentam ajudar a filha, mas cada vez mais ela se refugia em suas fantasias, confundindo realidade com sonho. Filme ficou inédito nos cinemas brasileiros. Agora que Dakota Fanning chegou à adolescência - com 15 anos, continua sendo boa atriz, está em outro lançamento de DVD esta semana de filme que ficou inédito nos cinemas, "O Efeito da Fúria", e como dubladora da animação "Coraline"; e a menina ficou uma graça - para ver uma Fanning atriz infantil talentosa, fiquemos com Elle, a caçula de11 anos, que já brilhou em "Foi Apenas um Sonho", "Babel", "Traídos Pelo Destino" e "Provocação".

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em widescreen anamórfico 16x9.




A Mulher do Meu AmigoA Mulher do Meu Amigo

Brasil, 2008 - 85 minutos - Buena Vista
Direção e roteiro: Cláudio Torres  

Com: Marcos Palmeira, Mariana Ximenes, Maria Luísa Mendonça, Otávio Muller 
Comédia. Advogado resolve dar uma verdadeira guinada em sua vida quando resolve largar o emprego numa firma de advocacia. Quem não gosta muito da ideia é sua mulher perua, filha de seu patrão (Antônio Fagundes). Num fim de semana na casa de campo da família ao lado do melhor amigo e da esposa dele, o protagonista tenta lidar com uma série de confusões e com a consequência de suas escolhas. Inspirado na peça "Largando o Escritório", de Domingos de Oliveira.

Um dos sintomas eternos da confusa e complexa questão "cinema brasileiro" é que esse "ente" a cada momento parece ter que provar que existe e tem uma razão de ser. E que quando consegue sucesso surge nos imediatistas as síndromes do "agora vai" e "sabemos que é esse caminho", bem como um apagar de todo o processo históricos de nossa filmografia, como se o cinema brasileiro estivess começando neste segundo. O sucesso atual de "Se eu Fosse Você 2" e "Divã" à imbecis parece indica o que deve ser feito: comédias ligeiras (em todos os sentidos), com atores e atrizes notórios de naipe televisivo, em linguagem cinematográfica não exatamente apurada, porém "certinha"; um cinema popular que se esgota no enunciado dos seus resultados, e não numa análise do seus méritos, o que qualquer filme merece de qualquer pessoa ligada além da duração da sessão.

Eis a fórmula do sucesso. Os fracassos nesse molde a gente varre para debaixo da terra, não é nem do tapete. Por exemplo, este filme e "A Guerra dos Rocha". "A Mulher" é uma tentativa entre algo desesperada e de simpatia relativa, de comunicação, sem prescindir, de modo bem distante, de procurar ser uma crônica de costumes. O melhor mesmo é Antônio Fagundes, perfeito em linguagem de corpo e voz, como na cena em que demora a entender que o genro, Marcos Palmeira lhe diz que está cansado da mulher/sua filha, enquanto ele vai se sacudindo e fazendo planos maravilhosos para a vida dos dois.

Extra dos extras:
Nadinha de relevante. Edição está em tela cheia.




A Mulher InvisívelA Mulher Invisível

Brasil, 2009 - 105 minutos - Warner
Direção: Cláudio Torres

Com: Selton Mello, Luana Piovani, Maria Manoella, Vladimir Brichta, Fernanda Torres
Comédia romântica. Pedro (Selton Mello) acreditava no casamento, mas foi abandonado pela esposa. Após três meses de depressão e isolamento, ele ouve batidas na sua porta. É a mulher mais linda do mundo pedindo uma xícara de açúcar: Amanda (Luana Piovani), sua vizinha. Pedro se apaixona por aquela mulher perfeita, carinhosa, sensível, inteligente, uma amante ardente que gosta de futebol e não é ciumenta. Que, pena, não existe.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em widescreen anamórfico.




A Paixão de Ana (En Passion)A Paixão de Ana (En Passion)

Suécia, 1970 - 101 minutos - Versátil
Direção: Ingmar Bergman

Com: Liv Ullman, Max Von Sydow, Bibi Andersson, Erland Josephson, Eril Hell, Sigge Fürst, Svea Holst, Annika Kronberg

Drama. Homem vive sozinho numa ilha, até que um dia se envolve com uma misteriosa viúva. Eles passam a ser amigos de um casal vizinho, com quem partilham decepções e sonhos. Porém, segredos do passado de ambos ameaçam a relação. Mês passado a mesma distribuidora lançara "Vergonha", filme anterior à este na filmografia do diretor e tem várias obras dele no catálogo da empresa.

Extra dos extras:
Making of (20 minutos, na verdade entrevistas de Bergman na época da realização, e dos intérpretes no passado e muitos anos depois), Depoimentos do elenco (Liv Ullman-4 minutos/Bibi Andersson-4 minutosers/ Erland Josephson-2 minutos e 15 segundos, são as cenas que aparecem no making of). Vida e Obra de Ingmar Bergman, um texto simples e com a qualidade que é a marca da Versátil. Edição está em widescreen letterbox.




A Partida (Okuribito)A Partida (Okuribito)

Japão, 2008 - 131 minutos - Paris Filmes
Direção: Yojiro Takita

Com: Masahiro Motoki, Tsutomu Yamazaki, Ryoko Hirosue, Kimiko Yo
Drama. "A Partida" segue a história de um jovem que começa a trabalhar como "Nokanshi", uma espécie de agente funerário, responsável por lavar o corpo, colocá-lo no caixão e enviar a pessoa que morreu para o outro mundo, agindo como um porteiro entre a vida e a morte. O jovem é Daigo Kobayashi, violoncelista em uma orquestra em Tóquio que acaba sendo dissolvida. Ao ser ver perambulando pelas ruas sem emprego e sem esperanças, Daigo decide encerrar sua carreira como músico e retornar a sua cidade natal com sua esposa. O jovem começa a retomar a sua vida através desse novo emprego. Porém seu trabalho é desprezado tanto por sua esposa quanto pelas pessoas a sua volta, mas através da morte é que começa a descobrir o verdadeiro sentido da vida.. Oscar-2009 de Melhor Filme Estrangeiro.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em widescreen anamórfico.




A Princesa de Nebraska (The Princess of Nebraska)A Princesa de Nebraska (The Princess of Nebraska)

EUA (falando em mandarim e inglês), 2007 - 77 minutos - Imovision
Direção: Wayne Wang

Com: Ling Li, Brian Danforth, Pamelyn Chee, Patrice Binaisa
Drama. Jovem chinesa estudante de uma universidade dos EUA está grávida de quatro meses do namorado que deixou em Pequim. A moça decide largar o primeiro ano da faculdade para viajar de um estado americano para outro afim de poder fazer um aborto, mas quando encontra um amigo do seu namorado, começa a reavaliar essa decisão. Exibido no Brasil somente na cidade de São Paulo.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em tela cheia.




A Prisioneira (Walled In)A Prisioneira (Walled In)

Canadá, França, EUA (todo rodado no Canadá, todo falado em inglês), 2008 - 91 minutos - California Filmes
Direção e co-roteiro: Gilles Paquet-Brenner

Com: Mischa Barton, Cameron Bright, Deborah Kara Unger, Pascal Greggory, Noam Jenkins, Eugene Clark
Suspense. Em 1993, dezesseis corpos foram encontrados enterrados no Edifício Malestrazza, um misterioso complexo de apartamentos construido por um arquiteto renomado, e também excêntrico. O assassino nunca foi pego. Quinze anos depois, a engenheira de estruturas recém-formada, Sam Walczak (Mischa Barton) chega para preparar o local para a demolição. Mas esta cripta de concreto maciço não está totalmente vazia: suas paredes escondem segredos. De seus quartos emanam o medo. Filme ficou inédito nos cinemas brasileiros.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em widescreen.




A Troca (Changeling)A Troca (Changeling)

EUA, 2008 - 141 minutos - Universal
Direção e trilha musical: Clint Eastwood (na foto que ilustra esta ficha, logo depois de Eastwood, aparece Tom Stern, o diretor de fotografia)

Com: Angelina Jolie, John Malkovick, Amy Ryan, Colm Feore, Michael Kelly, Jeffrey Donovan, Jason Butler Harner
Drama. Baseado numa fato que marcou época na crônica policial de Los Angeles, EUA. 1928. Uma mãe solteira que trabalha numa telefônica e cria sozinha o filho, fica desesperada quando a criança some. Mobilizando a cidade, em especial o departamento de polícia, com sua busca incessante, ela meses depois recebe a notícia de que ele foi achado. Mas quando vê o garoto, duvida que seja seu filho, e acha que quem está na sua frente é apenas um guri que foi preparado para fingir ser o menino, a fim de que ela se cale nas cobranças às autoridades.  

Extra dos extras:
Dois especiais: "Parceiros de Crime: Clint Eastwood e Angelina Jolie" /
"Ponto em Comum: Angelina Jolie Vira Christine Collins" (Collins foi a mãe da vida real). Edição em widescreen anamórfico.

Clique aqui para ler a crítica.




A Viagem do Balão Vermelho (Le Voyage du Ballon Rouge)A Viagem do Balão Vermelho (Le Voyage du Ballon Rouge)

20/07/2009

França, 2007 - 110 minutos - Casablanca Filmes
Direção: Hou Hsiao Hsien

Com: Juliette Binoche, Song Fang, Hippolyte Girardot, Alberto Molinari, Simon Iteanu, Antonella Ponziani
Comédia/drama/infantil. Paris, dias de hoje. Jovem mãe de família está mergulhada em obrigações. Tem um show de bonecos, dá aulas na escola e cuida dos dois filhos, um garotinha e uma garotinha, que ela cria sozinha desde que foi deixada pelo marido. Assim, ela não tem um minuto para ela mesma. Para ajudá-la, contrata uma jovem babá tailandesa chamada, que é aluna na Universidade de Paris. Um dia, a babá está voltando para casa com o guri, que tem sete anos de idade, e embarca com ele num mundo imaginário: um estranho balão vermelho passa a persegui-los, mesmo quando eles entram numa exposição no Museu DOrsay. Filme ficou inédito nos cinemas brasileiros, embora tenha passado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2007 e no Festival do Rio de 2008. Não surpreende que tenha ficção inédito. Mas revolta e deprime. Explicando: há inúmeras bolas fora na distribuição de cinema em Bananão com Açaí Pindorama, e no departamento do cinema de arte/ensaio/alternativo (fique com o termo que preferir), nem se fala.

Vamos ficar só com uma neste setor. Um dos diretores mais discutidos, analisados e influentes do cinema contemporâneo, o taiwanês Hou Hsiao Hsien, nunca teve um mísero filme dele distribuído no Brasil. Zero. Nadinha. Ainda por cima: nunca teve uma mostra dedicada à ele, nunca teve uma obra lançada em VHS, apenas uma passou em TV por assinatura - "Three Times" num canal Telecine - e outra há trocentos anos em TV aberta e pública (a TV Cultura de São Paulo passou há muuuuito tempo "Cidade da Tristeza", de 1989, filme que fez a reputação internacional dele, e ganhou o Leão de Ouro em Veneza naquele ano). Apenas um miserável terço da filmografia de Hsien, seis obras, - "Viagem" é o 18º longa dele - passou na soma de participações na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo com o Festival do Rio (e demais antigos eventos da turma do Grupo Estação e da turma do Rio Cine, cuja fusão faz o atual evento), e nada nos outros eventos internacionais de cinema que tem no Brasil - nenhum deles ainda comparável em tamanho e importância aos de SP e Rio - e este filme mais recente, primeira obra do artista feita fora de Taiwan, é apenas a primeira dela a sair em DVD.

Agora vem o absurdo dos absurdos: "Viagem" foi feito a partir de uma sondagem para projetos de comemoração dos 20 anos - celebrados em 2006 e com prosseguimentos em 2007 - do Museu DOrsay, em Paris. A direção do lugar conversou com alguns cineastas só que no final das contas apenas dois longas foram realizados, com o local sendo cenário de ambos. Além de "Viagem", estrelado por Juliette Binoche, "Horas de Verão", estrelado por... Juliette Binoche, e que acabou estrear nas duas últimas semanas em São Paulo e logo após no Rio de Janeiro. "Horas" tem na direção Olivier Assayas, ex-crítico de cinema (da famosa "Cahiers du Cinema"), que ao contrário de Hsien já teve algumas obras distribuídas no Brasil. A culminação do patético: Assayas adora tanto a obra do taiwanês e o considera um mestre que em 1997 quando a reputação do diretor oriental estava mais do que consolidada, lançou um elogiado documentário sobre ele: "HHH - Um Portrait de Hou Hsiao Hsien" para uma aclamadíssima e antiga série televisiva francesa sobre diretores de cinema chamada "Cinema de Notre Temps".

Ou seja: fita de encomenda do Museu DOrsay estrelada por Juliette Binoche passa no cinema brasileiro. Mas com direção de Olivier Assayas. Não do mais importante e nunca exibido Hou Hsiao Hsien. Não está feia a coisa para distribuição cinematográfica em nossas terras. Está desesperadora.

* por razões que não cabem ser explanadas no momento, fica claro com um boa reflexão que o advento das "baixações" de filmes e etc pela Internet, por mais coisas boas que possam ter trazido, é um paliativo, não uma solução, ao menos perfeita em adequação, à lacunas na cultura cinematográfica de qualquer pessoa

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em widescreen.




Agente 86 – 4ª Temporada (Get Smart Season 4)Agente 86 – 4ª Temporada (Get Smart Season 4)

20/07/2009

EUA, 1968-1969 - 720 minutos (em cinco discos trazendo 25 episódios) - Warner
Direção: Vários

Com: Don Adams, Barbara Feldon, Edward Platt, Robert Karvelas, Rose Michtom
Comédia. A vida de um casal de atrapalhados agentes secretos vai passar por muita coisa nesta temporada, incluindo a tensão antes do casamento deles. Os adoradores da série dizem que esta quarta e penúltima temporada não é a melhor da série no todo, mas traz isolados alguns dos mais brilhantes episódios. Realmente "O Cavaleiro do Diabo" em que a agente 99 tenta achar um novo emprego é uma delícia, idem "Amigos Indigestos" e falam muito bem de "Fuga Complicada".

Extra dos extras:
Entrevista com Bernie Kopell (ele fez uma ponta na versão cinematográfica estrelada por Steve Carrell, lançada ao passado), Sigfried, um dos maiores inimigos da Agente 86, e Feldon, a agente 99/Curta - Códigos e Segredos/Aparições em TV e comerciais: Rose Parade/The Andy Williams Show (1966)/Promo Agente 86/Transmissão do Emmy (o Oscar da TV dos EUA) 1969 - melhor série de comédia e melhor ator/Comerciais Pepsodent (1967), Chief Auto parts (1983) e White Castle (1990). Edição está em tela cheia.





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